COMANDO DA PM EXPULSA SOLDADO ACUSADO DE MATAR COLEGA
29.05.2014

Ex-policial militar matou colega de farda de manobra "ardil e fria", segundo inquérito

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Nerci Adriano Denardi, determinou a expulsão da corporação do soldado W.A.E., condenado pela morte do também policial militar F.M.S.

A decisão foi assinada pelo comandante na última segunda-feira (26) e publicada no Diário Oficial do Estado com circulação na quarta-feira (28).

Conforme o Comando da PM, W. E. já foi a julgamento pela Justiça Militar Estadual, que o condenou a pena privativa de 15 anos e nove meses.

O então policial foi acusado de ter arquitetado, premeditado e executado o plano que culminou na morte do soldado F., em novembro de 2010.

À época, F. estava trabalhando como atendente do prefixo 190 (emergência) e, conforme portaria publicada no Diário Oficial, W. utilizou-se de “manobra ardil, fria e calculista, planejou, detalhadamente, a ação criminosa".

Ele solicitou que os policiais militares M.S. e A.R.S. o deixassem na unidade policial onde estava lotado, pois ele era o comandante da guarnição.

Segundo relato, após ter praticado o homicídio, W.  acionou, “friamente, seus companheiros, que se encontravam realizando policiamento ostensivo na cidade, para deslocarem, urgentemente, até a unidade, simulando uma invasão seguida da execução do soldado”.

O então policial W. chegou a “conclamar” os companheiros para declararem que todos estavam juntos, porque, conforme ele, no momento da morte do colega, se encontrava em relação amorosa com uma senhora casada.

Ainda de acordo com a sindicância, todos acordaram em sustentar o mesmo álibi na delegacia de Polícia Civil, na presença de um delegado.

Um oficial, no entanto, ao chegar ao hospital para onde o soldado F. fora levado constatou que W. estava armado, porém, a pistola estava sem munição e, a partir das declarações
das testemunhas, constatou-se que ele não estava realizando patrulha no momento em que o soldado foi executado.

Pelas provas e também devido à sindicância aberta à época, Denardi decidiu excluir W. dos quadros da Polícia Militar e declarar que os policiais A.R.S. e M.S. não são culpados das acusações.

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