AGENTES DO POMERI ENTRAM EM GREVE NA SEMANA DA COPA
04.06.2014
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Ao menos uma categoria de segurança entrará em greve na semana da Copa do Mundo em Mato Grosso. Nesta quarta-feira, agentes do sistema socioeducativo anunciaram que paralisam suas atividades, por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira.

O presidente do sindicato da Carreira dos Profissionais do Sistema Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (Sindpss), Paulo Cesar de Souza, aponta que o abandono da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), tanto para os profissionais da categoria, quanto para a parte estrutural dos centros de reeducações do Estado, são os motivos da paralisação. Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (4) no prédio onde fica a diretoria do Complexo Pomeri, o servidor falou que as unidades socioeducativas deterioradas prejudicam a melhoria do sistema e a recuperação dos menores infratores. Segundo ele, todo o sistema está sucateado.

Ele citou como exemplo para o sucateamento do sistema, um motim causado por adolescentes, que fizeram outro refém na noite desta terça-feira, usando um ferro pontiagudo retirado de entulhos e de próprias paredes da unidade. “Nossas carências estruturais servem como arma para os menores”, declarou

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, a greve só será abortada caso a secretaria apresente algum documento com projetos de reformas com datas para começar e terminar.

Outro pedido dos agentes socioeducativos é de adequação dos salários para os assistentes administrativos da categoria. Eles querem que seja o mesmo dos gentes prisionais. 

Segundo o sindicalista, no ultimo ano, os salários dos assistentes dos sistemas prisionais do Estado tiveram um reajuste de aproximadamente R$ 500 reais, mas o aumento não se estendeu para o cargo dos agentes socioeducativos. 

EFEITO CASCATA

Além dos agentes do sistema socioeducativo, outras categorias ameaçam paralisar as atividades na Copa do Mundo. Policiais militares e bombeiros se reuniram por duas vezes com a cúpula do Governo do Estado reivindicando melhorias salariais. Eles não descartavam o aquartelamento. Porém, nos últimos dias as negociações "esfriaram" e a paralisação não deve ocorrer durante o Mundial.

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