ENFERMEIROS DO PRONTO-SOCORRO DE VáRZEA GRANDE (MT) ENTRAM EM GREVE
31.05.2014
Greve de enfermeiros do Pronto-Socorro de Várzea Grande (MT). (Foto: Danuza da Silva Santos/Arquivo pessoal)Greve de enfermeiros do Pronto-Socorro de Várzea Grande (MT). (Foto: Danuza da Silva Santos/Arquivo pessoal)

Sem reajuste salarial há quase quatro anos, mais de 200 enfermeiros e técnicos de enfermagem que trabalham no Pronto-Socorro e nas policlínicas de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, pararam as atividades nesta segunda-feira (2). Eles alegam o descumprimento de um acordo firmado com o prefeito da cidade, Wallace Guimarães (PMDB), para o reajuste salarial de 10% a todos os profissionais e mais de 6% para os concursados por conta do reenquadramento.

O secretário de Saúde de Várzea Grande, Daoud Abdallah, disse ao G1 que o salário foi pago no último dia 30. "O acordo com o sindicato foi de que seria dado aumento de 10% e, quando foi fechado esse acordo, a folha já tinha sido fechada, então o reajuste só deve ser pago na próxima folha [de junho]", disse.

Além de não ter o reajuste, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Enfermagem de Mato Grosso, Dejamir Soares, alega que a administração municipal ainda decidiu reduzir o percentual pago pela insalubridade a qual os profissionais são submetidos no local de trabalho. De 40%, caiu para 20%. "Não adianta dar 10% de aumento salarial e reduzir 20% da insalubridade. Para reduzir, teria que melhorar a insalubridade", reclamou.

O secretário de Saúde disse que a insalubridade era paga pelo ‘achismo‘, sem regulamentação, e que pessoas que não tinham "Toda empresa tem que seguir normas regulamentadoras, as quais determinam a quem deve ser pago a insalubridade e a definição do percentual", afirmou. Por causa disso, houve mudanças no percentual pago aos funcionários, sendo que alguns passaram a receber e outros tiveram redução no percentual pago por insalubridade.

A greve já havia sido aprovada em assembleia no mês passado e, depois de uma reunião com o prefeito da cidade, os profissionais aguardaram o pagamento do salário de maio para verificar se o combinado seria cumprido. Como o Executivo não concedeu, na prática, o reajuste de 10% aos enfermeiros e técnicos e alguns, ao invés de ter aumento de salário, ainda tiveram a remuneração paga pela metade.

Conforme o sindicalista, a prefeitura alegou que houve falha na elaboração da folha de pagamento e que a mesma seria corrigida ainda neste mês. Durante a paralisação, que deve ocorrer por tempo indeterminado, só deverão ser atendidos os casos de urgência e emergências. As cirurgias foram suspensas, segundo o sindicato.

Se os salários tivessem sendo reajustados gradativamente nos últimos quatro anos, a remuneração-base de um enfermeiro seria de R$ 2,4 mil atualmente e o de um técnico deveria ser de R$ 1,1 mil. Porém, como não houve aumento, o enfermeiro com curso superior recebe R$ 1,6 mil por mês, enquanto o técnico R$ 800. Com o reajuste, o salário do graduado não deverá chegar a R$ 2 mil e o do técnico não deve passar de R$ 900.

No primeiro dia de greve, os enfermeiros fazem um protesto em frente ao Pronto-Socorro de Várzea Grande.

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