EUA COMEMORAM LIBERTAçãO DE SUDANESA CRISTã CONDENADA à MORTE
25.06.2014

Os Estados Unidos celebraram nesta segunda-feira (23) a libertação de uma mulher no Sudão que havia sido condenada à morte por se converter ao cristianismo.

"Aplaudimos a decisão do tribunal de apelação sudanês de pôr em liberdade Meriam Yahia Ibrahim Ishag", declarou a porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf.

Harf também pediu ao governo sudanês que revogue sua leis que proíbem a conversão religiosa, consideradas "incongruentes com sua Constituição de 2005, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos".

"Essas ações ajudariam a demonstrar aos sudaneses que seu governo tem a intenção de respeitar as liberdades fundamentais e o direitos humanos universais", acrescentou.

Filha de um pai muçulmano e de uma mãe cristã ortodoxa, Ishag é casada com um cristão, Daniel Wani.

A jovem de 27 anos foi condenada à morte em maio, de acordo com a lei islâmica (a sharia), em vigor no Sudão desde 1983 e que tipifica a conversão religiosa com pena de morte.

Ishag, que teve um filho na prisão, também foi condenada a 100 chicotadas por "adultério". Segundo a interpretação sudanesa da sharia, as uniões entre uma muçulmana com alguém de outra religião são consideradas como tal.

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