SEM ESPECIALISTA, CRIANçA DE 11 ANOS ESPERA POR 12 HORAS POR NEUROPEDIATRA
26.06.2014

Uma criança de 11 anos de idade permaneceu por  mais de doze horas a espera de atendimento médico em  um hospital particular de Cuiabá por falta de profissionais credenciados ao MT Saúde, plano de saúde que seus pais são  conveniados. A pequena foi levada à unidade de saúde na noite desta terça-feira (24), com sintomas que indicavam problemas neurológicos como; fortes dores de cabeça, paralisação de uma das mãos e perda parcial de uma das visões.

Logo que os sintomas apareceram em E. F. A. do N. , ela foi levada para o hospital onde ficou sob observação no Pronto-Atendimento da unidade até a manhã desta quarta-feira (25). “Ela não recebeu nenhum medicamento e o exame que realizaram ficaram prontos, mas não tinha nenhum especialista para avaliá-los. Os médicos também não permitiram a saída da minha filha devido aos sintomas apresentados”, conta, indignado o pai da criança, cabo Elizeu Nascimento. 

Ainda conforme Elizeu, o hospital declarou que o plano de saúde do qual ele participava não possuía contrato com nenhum neuropediatra e a única saída seria o pagamento de um exame particular que o custaria cerca de R$ 350. “Eu não pago há mais de dez anos um plano de saúde para quando eu precisar dele não ter atendimento”, reclamou Elizeu.

Revoltado com a falta de um diagnóstico e vendo sua filha “jogada” em uma cama de hospital, Elizeu Nascimento foi até à sede do MT Saúde para “brigar pelo direito à saúde”. Conforme ele, a assistente social que o atendeu confirmou que o plano não dispunha de especialista em neuropediatria em seu quadro médico e, novamente, disse que o ele teria que pagar a consulta e que futuramente seria ressarcido pelo plano. Em todo o estado de Mato Grosso existem apenas dois profissionais especializados em neuropediatria, indicada para atender a enfermidade da jovem. 

“Eu me recusei a pagar, pois muitos pagam e nunca são ressarcidos”, queixou-se o pai da criança. Segundo Elizeu nascimento, a assistente social o encaminhou para um diretor do MT Saúde que também tentou convencê-lo a pagar pela consulta. “Eu tenho conhecimento dos meus direitos e tive que ameaçar denunciar o plano de saúde ao Ministério Público Estadual (MPE), caso eles não disponibilizassem uma especialista para atender a minha filha”, asseverou Nascimento. 

O pai da criança conta que minutos depois o problema foi resolvido. A assistente social do plano entrou em contato com o hospital e firmaram um acordo. “O hospital se responsabilizou pelo pagamento da consulta e o MT Saúde irá ressarci-lo futuramente”, afirmou Nascimento. 

Ao retornar ao hospital, Elizeu já encontrou sua filha instalada em um leito e já recebendo medicamentos. Uma das duas únicas especialista em neuropediatria também foi acionada para prestar o atendimento à criança no fim da tarde desta quarta-feira (25). 

Em entrevista ao Olhar Direto, a assistente social do MT Saúde Maria Aparecida confirmou que o plano não possui contrato com nenhum neuropediatra e confirmou que conseguiu acordar junto ao hospital uma solução para o problema. 

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