SERYS AFIRMA QUE ALIANçA DO PTB COM TAQUES é "SUICíDIO"
01.07.2014

A ex-senadora Serys Slhessarenko (PTB), que bateu o martelo e afirmou que não participa das eleições deste ano, classificou a decisão do PTB em integrar o grupo que apoia o candidato ao Governo Pedro Taques (PDT) como “suicídio”.

A observação é uma resposta à justificativa, dada pelo secretário-geral Marcos Mendonça, o Marquinho do PTB, para que a legenda não levasse adiante a ideia de chapa pura.

“Caso saíssemos apenas com a senadora, seria levar o partido para o suicídio e mataria, inclusive, o belíssimo trabalho da Serys, porque nós seríamos esmagados”, disse o secretário.

No entanto, para Serys, ainda há motivos obscuros na decisão do partido. 

“Suicídio é o que eles estão fazendo com o partido. Agora, o motivo eu não sei. Não sei que interesses eles têm em fazer isso”, disse a ex-senadora ao MidiaNews.

"Suicídio é o que eles estão fazendo com o partido. Agora, o motivo, eu não sei. Não sei que interesse eles têm"

No entendimento da ex-senadora, a parceria com Taques é prejudicial ao PTB, já que a legenda deixa de ter candidatos na disputa majoritária e não tem a certeza que de que o líder pedetista estará no palanque da sigla.

“O candidato ao Governo vai ter mais de 200 candidatos para fazer palanque. Você acha que ele vai ter condições de dar atenção para todos?”, questionou.

“O PTB preferiu fazer uma aliança que, no meu ponto de vista, não é boa para o partido, é um prejuízo. Mas, eles devem ter os seus motivos para achar que é melhor me ter de fora”, completou

Por não concordar com a aliança e pela falta de espaço na disputa ao Senado, Serys se vê de fora das eleições deste ano.

“Há quatro anos, não me deixaram ser candidata ao Senado, quando a população queria isso. Agora, cheguei a andar 80 municípios, com o estimulo do partido, sempre dizendo que era pré-candidata. Mas o povo sabe e vai entender o que aconteceu mais uma vez comigo”, disse.

Intransigência

Mesmo longe da disputa eleitoral, a ex-petista não pretende deixar a vida pública.

“Não vou ficar de fora da vida publica, até porque estou há quatros anos sem mandato, mas não consigo parar nenhum um dia, porque estou sempre conversando e atendendo pessoas no Estado”, afirmou. 

A postura de não ceder e disputar uma vaga a deputada federal chegou a ser considerada “intransigente”, entre membros do partido.

Para Marquinho do PTB, o desejo de ver o crescimento do partido tem que estar acima de desejos pessoais.

“O desejo pessoal todo mundo tem, mas tem o desejo partidário em jogo e todo partido quer crescer, o que deve se sobressair deve ser esse sentimento de crescimento”, disse ele.

“Nós estamos em 2014, terá outras eleições em 2016 e 2018, e a população é sábia”, completou Serys.

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