ACUSADO DE PEDOFILIA, EX-NúNCIO NA R. DOMINICANA é EXPULSO DO SACERDóCIO
27.06.2014

O polonês Jozef Wesolowski, ex-núncio na República Dominicana e que foi acusado de pedofilia durante sua estadia no país - entre janeiro de 2008 e agosto de 2013 -, foi expulso do sacerdócio após a conclusão de um processo canônico, informou o Vaticano nesta sexta-feira.

O processo, realizado perante a Congregação da Doutrina da Fé (a antiga Suprema e Sacra Congregação do Santo Ofício), foi concluído nos últimos dias e, a partir de agora, o sacerdote terá dois meses para recorrer da sentença, acrescentou a Santa Sé.

O processo penal perante os órgãos judiciais vaticanos, já que Wesolowski é um diplomata da Santa Sé, começará após a definição da sentença do Santo Ofício, acrescenta a nota.

O Vaticano destituiu Wesolowski de seu cargo no final de agosto do ano passado e abriu uma investigação para averiguar as denúncias apresentadas ao papa Francisco pelo arcebispo de Santo Domingo, o cardeal Nicolás López Rodríguez.

Na ocasião, houve muitos questionamentos em relação à liberdade de Wesolowski, de 65 anos, que, mesmo com as acusações, pôde retornar à Roma.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, explicou que ele ‘teve uma relativa liberdade de movimento até a Congregação para a Doutrina da Fé comprovar as acusações‘.

Lombardi acrescentou que, após esta primeira sentença, ‘serão adotadas medidas adequadas à gravidade do caso‘, embora não tenha citado quais seriam essas medidas.

Além do processo penal que enfrentará no Vaticano, tanto a Justiça polonesa como a República Dominicana apresentaram acusações contra o ex-núncio pelos casos de pedofilia.

Embora tenha ressaltado que se tratava de um diplomático, o Vaticano ressaltou no passado que nenhuma promotoria havia pedido a extradição de Wesolowski.

O escândalo veio à tona junto à reportagem do programa de investigação da jornalista Nuria Piera, que assegurava que Wesolowski pagava para manter relações sexuais com menores no país.

Após o programa, o cardeal dominicano Nicolás de Jesús López Rodríguez informou que tinha comunicado tais denúncias diretamente ao papa Francisco e qualificou o assunto como ‘extremamente grave‘.

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