JUíZA NEGA HC E MARCA 1ª AUDIêNCIA SOBRE MORTES EM CASA DE CâMBIO
30.06.2014

A juíza da 8ª Vara Criminal de Cuiabá, Maria Rosi de Meira Borba, marcou para o dia 2 de julho a primeira audiência sobre a morte de uma jovem, de 19 anos, e um policial militar, dentro de uma casa de câmbio, na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Cuiabá. O crime ocorreu no dia 24 de fevereiro, quando um suspeito tentou assaltar o estabelecimento e trocou tiros com policiais. O caso terminou na morte de duas pessoas, sendo uma delas a funcionária do local.

Dois dias depois do crime, o suspeito que invadiu a casa de câmbio, de 28 anos, e que trabalhava como mecânico, foi preso preventivamente. Ele tentou revogar a prisão na Justiça, mas a magistrada negou o pedido, em habeas corpus, impetrado pela Defensoria Pública, no último dia 25. A defesa argumenta que não já motivos suficientes para que o jovem permaneça preso e requer que ele aguarde o julgamento em liberdade. O acusado está detido no Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo Carumbé).

A juíza ressalta que a manutenção da prisão é para a garantia da ordem pública. O mecânico, segundo consta da decisão, responde por outros crimes na Comarca de Cuiabá. “Não se pode desconsiderar que o acusado responde a muitos processos nesta Comarca e já sofreu pelo menos três condenações. Diante dessa realidade, estou convencida de que se faz presente a real possibilidade de que o denunciado, em liberdade, e voltando ao meio social em que convive, também retorne às ações delitivas, sendo imperiosa a manutenção de sua da prisão cautelar, com o finco de preservar o bem estar e a tranquilidade da sociedade”, consta trecho do despacho.

Complexidade

Apesar da prisão do mecânico, os disparos que atingiram e mataram a funcionária e o policial, partiram da arma de outro PM, de 22 anos, que também estava no local. A confirmação consta do laudo balístico da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que apontou que todos os projéteis das balas que foram retirados dos corpos, além dos fragmentos encontrados no estabelecimento, saíram da arma do policial que sobreviveu.

Por conta disso, ele foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de duplo homicídio doloso e deve responder em liberdade, já que, de acordo com a investigação da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), ficou comprovado, ao decorrer do inquérito, que ele pretendia atingir o assaltante e não as duas vítimas. O PM está na instituição há três anos e atuava no 10º Batalhão, na capital. Ele foi afastado das funções e passa por tratamento psicológico.

Já o mecânico, confessou  em depoimento que foi à casa de câmbio para roubar, mas negou que matou o PM e a funcionária. Ele contou que pensou que os dois policiais eram, na verdade, seguranças da empresa. Disse ainda que precisava roubar porque estava desempregado, além do fato da mulher dele estar grávida. O suspeito chegou a fugir do local, mas foi preso no dia 26 de fevereiro, em uma chácara na região conhecida como Baú, em Acorizal, a 59 km de Cuiabá.

Testemunhas
O caso deverá ser mais detalhado durante audiência designada pela Justiça, que conta com cerca de 10 testemunhas. Segundo a juíza, a sessão foi marcada para depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além de interrogatório do acusado. Entre os arrolados está o policial militar que sobreviveu a troca de tiros e ainda outros quatro da Corporação. Também familiares das vítimas e funcionários da casa de câmbio.

Entenda o caso
O inquérito revelou revelou que o outro policial, que morreu no tiroteio, não teria efetuado nenhum disparo no local. O PM estava sentado, de costas para o suspeito, entre uma parede, enquanto o colega dele, estava de pé ao lado, bem perto da porta do local. Ainda não foi possível dizer se o suspeito atirou durante o tiroteio, muito menos quem iniciou os disparos.

O laudo também aponta que as duas vítimas que morreram foram atingidas por um tiro cada uma. Pelo laudo balístico, a Polícia Civil acredita que tenham ocorridos entre sete e oito disparos. No entanto, o número de tiros pode ser maior, já que alguns disparos podem ter sido feitos para fora da casa de câmbio, no momento em que o suspeito fugia. O delegado Walfrido Nascimento classifica que houve um ‘erro de execução‘, quando o policial atirou contra o suspeito.

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