DELATOR, EX-SECRETáRIO, EDER MORAES E ESPOSA PRESTAM DEPOIMENTO NA JUSTIçA FEDERAL EM AUDIêNCIA DE INSTRUçãO
03.07.2014

Irão prestar depoimento nesta quinta-feira (3) os quatro réus que foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Ararath, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e agiotagem no mais alto escalão de Mato Grosso. O ex-secretário de Estado, Eder de Moraes Dias, vai participar da audiência por videoconferência, já que se encontra preso no Presídio da Papuda, em Brasília.

A esposa de Eder, Laura Tereza da Costa Dias, o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual Vivaldo Lopes e o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol, também irão prestar depoimento. O empresário Gercio Marcelino Mendonça, que entregou todo o esquema para a Polícia Federal (PF) e ainda não foi denunciado, também será interrogado.

A audiência de instrução, a primeira do processo, está agendada para iniciar às 13h30 e será conduzida pelo juiz da 5ª Vara da Justiça Federal, Jeferson Schneider. 

Eder Moraes, Dias, Vivaldo Lopes e Luiz Cuzziol foram denunciados após investigação da Polícia Federal que revelou um suposto esquema de obtenção de empréstimos fraudulentos junto ao Bic Banco e as empresas Amazônia Petróleo e Globo Fomento Mercantil que eram pagos mediante a liberação de cartas de crédito pelo Estado. No entanto, a polícia aponta que o dinheiro era realmente usado para o ‘abastecimento’ de um núcleo político do Estado que comprava pesquisas e apoio politico.

Entenda o caso

A investigação da Polícia Federal apontou que transferências bancárias totalizando o valor de R$ 520 mil à empresa Brisa Consultoria e Assessoria, pertencente ao secretário adjunto do Tesouro de Mato Grosso, Vivaldo Lopes Dias, teriam sido usadas no suposto esquema de lavagem de dinheiro tendo o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, como principal organizador. No período em que Eder de Moraes ocupava a cadeira de secretário da Sefaz (entre fevereiro de 2008 e março de 2010) Vivaldo Lopes Dias era o secretário-adjunto da pasta. Os empréstimos eram viabilizados via Bic Banco. 

As transferências – de acordo com demonstrativo encaminhado à Justiça Federal – foram realizadas entre janeiro e março de 2010 por meio de contas da Globo Fomento e Comercial Amazônia de Petróleo, pertencentes ao empresário Júnior Mendonça (delator do esquema), de acordo com a Polícia Federal. Os acusados negaram as práticas de crimes para Policia Federal. 

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