'O SONHO DELE ERA SER PM', DIZ MULHER DE POLICIAL MORTO POR COLEGA EM MT
03.07.2014

Silvana Alves dos Santos, de 24 anos, mulher do policial militar Danilo César Fernandes Rodrigues, morto por um tiro disparado por um colega de corporação dentro de uma casa de câmbio no Centro de Cuiabá, disse que o sonho do esposo sempre foi ser PM. A jovem, que trabalha como caixa em uma loja em um shopping da capital, contou que os dois completariam cinco meses de casados em setembro deste ano e que estavam planejando ter o primeiro filho.

“Eu o conheci antes dele entrar na corporação. O sonho do Danilo sempre foi ser policial. Falava pra mim que nasceu pra ser militar. Ele estava fazendo faculdade de educação física e queria sair da parte ativa para trabalhar na parte interna da PM”, contou Silvana, que disse ainda que a escala do marido foi trocada pouco antes do ocorrido. “Era pra ele estar nas proximidades da Secopa [Secretaria da Copa], não ali na avenida Getúlio Vargas [via onde fica a casa de câmbio]”, disse.

O policial de 27 anos foi morto depois que o PM Leandro Almeida de Souza, 22, reagiu a uma tentativa de assalto, ocorrida em fevereiro deste ano. Ele também acabou atirando em uma funcionária do local, que morreu na hora. Em depoimento à Justiça na quarta-feira (2), durante audiência do acusado de ter invadido o local para cometer o assalto, o PM disse que atingiu o companheiro depois de ter escorregado. O réu responde por tentativa de roubo, roubo e corrupção de menores, e está preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá.

Silvana conta que conversou por telefone com o marido cerca de meia hora antes do ocorrido, quando ela já estava no trabalho. “Ele estava bem tranquilo, perguntou onde eu estava, se eu estava bem. Nada de anormal. Mais tarde, fiquei sabendo do que aconteceu por uma ligação da minha sogra, dizendo que o Danilo tinha sido baleado”, relata.

A jovem diz ainda que os últimos meses têm sido angustiantes e de sofrimento tanto para ela quanto para a mãe do PM, e que as duas esperam que os responsáveis sejam punidos.

“A gente tenta pensar como seria se a situação fosse ao contrário. Na investigação, quando eu fui à DHPP [Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa], que fui entender direito o que aconteceu. Houve muito excesso das partes, e a gente só espera que as coisas se resolvam, e que os culpados sejam julgados e condenados”.

Duplo homicídio
Leandro de Souza foi indiciado por duplo homicídio doloso, porque a Polícia Civil entendeu que ele assumiu os riscos de matar alguém ao tentar acertar o acusado da tentativa de homicídio. O inquérito está na Justiça Militar.

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