REINO UNIDO REFORçA SEGURANçA NOS AEROPORTOS APóS ALERTA DOS EUA
03.07.2014

O Reino Unido reforçou a segurança nos aeroportos após uma advertência dos Estados Unidos e em meio aos temores pelo retorno dos jihadistas europeus do Iraque e da Síria, assim como do desenvolvimento de explosivos mais difíceis de detectar.

As autoridades não divulgaram detalhes sobre as novas medidas de segurança, mas o indicador do grau de ameaça terrorista permanecia em "substancial" - nível três em uma escala que vai até cinco - e não foi alterado.

O vice-primeiro-ministro Nick Clegg e o ministro dos Transportes, Patrick McLoughlin, tentaram tranquilizar a população, justamente no início das férias de verão.

"É muito importante que trabalhemos - como estamos fazendo - com nossos aliados americanos e outros países para que, quando são identificadas novas ameaças, os aeroportos de todo o mundo respondam a elas", disse Clegg ao canal ITV.

McLoughlin declarou à emissora "Sky News" que não espera atrasos significativos por culpa das novas medidas de segurança.

Para o analista em segurança aérea Philip Baum, as revistas aleatórias de passageiros devem aumentar e todos provavelmente serão obrigados a tirar os sapatos para passar pelas barreiras de segurança.

As autoridades americanas afirmaram na quarta-feira que era necessário reforçar a segurança nos aeroportos da Europa e Oriente Médio com voos diretos aos Estados Unidos.

O anúncio foi feito às vésperas do 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, mas Washington não informou se o alerta era uma resposta a uma ameaça ou plano concreto de cometer um atentado.

"Estamos compartilhando com nossos aliados internacionais informações recentes e relevantes. Estamos consultando a indústria aeronáutica", afirmou em um comunicado o secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Jeh Johnson.

Nos últimos meses, vários analistas americanos afirmaram que é possível que grupos extremistas tenham desenvolvido novas táticas para evitar os controles de segurança.

O cenário coincide com a inquietação provocada pelo retorno do Iraque e da Síria de jihadistas europeus, que poderiam viajar aos Estados Unidos com seus passaportes sem a necessidade de visto.

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