MENINO QUE MORREU ABANDONADO EM CARRO TINHA DOIS SEGUROS DE VIDA
04.07.2014

O menino Cooper Harris, de 1 ano e 10 meses, que morreu de desidratação pelo calor após ser deixado pelo pai dentro do carro da família nos Estados Unidos, tinha dois seguros de vida em seu nome – um no valor de US$ 2 mil e outro de US$ 25 mil.

A informação foi revelada pela polícia durante uma audiência com o pai do garoto, Justin Ross Harris, preso pela morte do menino e acusado de premeditar o crime.

Segundo o detetive Phil Stoddard, os seguros foram adquiridos em novembro de 2012, e há informações de que a mulher de Justin, Leanna, havia reclamado sobre gastos excessivos do marido.

Na mesma audiência, o policial revelou que Justin trocava mensagens de texto e fotografias de partes íntimas com mulheres no mesmo dia em que o filho morreu.

Stoddard ndeclarou na audiência que, de acordo com provas, Justin levava uma vida dupla virtualmente, com uma família no Alabama. Com base em provas, Stoddard indicou que Harris matou intencionalmente seu filho Cooper, de 22 meses.

Na audiência, o juiz se recusou a conceder fiança para Harris. Stoddard disse que Harris não deveria ser solto com pagamento de fiança e que deve permanecer na prisão porque existe o risco de que ele fuja.

Harris, de 33 anos, disse à polícia que deveria levar seu filho à creche na manhã do dia 18 de junho, mas que dirigiu para seu trabalho sem perceber que o bebê estava na cadeira de crianças no banco detrás do automóvel. O filho ficou no carro por cerca de sete horas a temperaturas mais elevadas do que 30ºC.

Neste mesmo dia, Harris trocou fotos nu com várias mulheres, inclusive adolescentes, disse Stoddard. Em semanas anteriores, havia visitado um site que fala sobre não ter filhos e fez uma busca na internet para saber “como sobreviver na prisão”, disse o detetive.

Segundo o detetive, Harris foi parado por um policial no estacionamento de um centro comercial quando carregava o corpo do menor no carro. A autoridade lhe pediu que entregasse o celular e Harris se recusou a entregá-lo por duas vezes. Então ele foi preso.

Harris nasceu em Tuscaloosa, no Alabama, e se mudou para a Georgia em 2012 por questões de trabalho.

Na maior parte da audiência o acusado não demonstrou emoção, mas começou a chorar quando o advogado de defesa afirmou que Harris e sua família teriam de lidar pelo resto da vida com o que chamou de um acidente catastrófico.

Justin Ross Harris, acusado de matar premeditadamente seu filho, chora durante seu julgamento nesta quarta-feira (3) (Foto: AP Photo/Marietta Daily Journal, Kelly J. Huff, Pool)
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