EDER INDICA MAGGI E SILVAL COM TESTEMUNHAS DE DEFESA
09.07.2014

O ex-secretário da Copa, Fazenda e Casa Civil, Éder Moraes Dias, indicou o senador Blairo Maggi (PR) e o governador Silval Barbosa (PMDB) como testemunhas de defesa, no processo que responde na Justiça Federal por suposta lavagem de dinheiro e ocultação de bens. 

Além de Éder, são réus na mesma denúncia formulada pelo Ministério Público Federal a dona de casa Laura Tereza Dias; o ex-secretário adjunto do Tesouro de Mato Grosso, Vivaldo Lopes Dias; e o ex-superintendente do Bic Banco no Estado, Luiz Carlos Cuzziol.

A decisão dos advogados de convocar Blairo Maggi e Silval Barbosa seria uma estratégia para tentar comprovar ao juiz da 5ª Vara Federal em Mato Grosso, Jeferson Schneider, de que o ex-secretário agiria a mando dos dois políticos, dos quais foi "homem forte", durante praticamente 12 anos, no Palácio Paiaguás. 

Preso desde o dia 20 de maio, na quinta fase da "Operação Ararath", Éder Moraes está há 49 dias preso no complexo da Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Ele já teve cinco pedidos de liberdade negados pela Justiça Federal, Tribunal Regional Federal (TRF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Já Vivaldo Lopes indicou o deputado estadual José Riva (PSD) como testemunha de sua defesa. 

Acusado de ter recebido R$ 520 mil, através de sua empresa de consultoria, Vivaldo garante que o montante financeiro foi transferido ao Mixto, clube que tem Éder Moraes como presidente.

Audiência

No dia 3, houve a primeira audiência do processo. Nesse dia, o juiz Jeferson Schneider colheu, por cerca de seis horas, o depoimento do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o "Júnior Mendonça", delator do suposto esquema de lavagem de dinheiro público, que seria praticado por meio de empresas de factoring, atacado e postos de gasolina.

O magistrado agendou para os dias 24, 25, 31 e 1º de agosto, sempre a partir das 13h30, a colheita dos depoimentos das testemunhas de defesa e acusação dos réus.

Para evitar que Silval, Maggi e Riva tivessem a prerrogativa de indicar local, data e horário para serem ouvidos, o juiz usou o artigo 221 do Código Penal, que determina que autoridade que figura como réu ou indiciada perde a prerrogativa processual. 

É o caso dos três políticos, que são alvos de inquérito que tramita no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffóli.

Todos terão que participar das audiências, esperando o momento de serem chamados para depor ao magistrado. 

A tendência é de que a primeira sentença dos processos em relação à Operação Ararath seja emitida já no mês de agosto.

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