EM 5 ANOS, 3 VEREADORES POR CUIABÁ FORAM CASSADOS POR QUEBRAR DECORO
25.04.2014

Montagem cassados

João Emanuel, Ralf Leite e Lutero Ponce perderam os mandatos na Câmara 

 Em cinco anos,  3 vereadores por Cuiabá foram cassados. João Emanuel (PSD) é o terceiro a perder o mandato no Legislativo cuiabano. A cassação ocorreu  nesta sexta (25), após 20 parlamentares votarem a favor. Outros 4 optaram pela abstenção, sendo Marcrean Santos (PRTB), Lueci Ramos,  Maurélio Ribeiro (ambos do PSDB) e Chico 2000 (PR). Ainda foi registrada a ausência do próprio social-democrata. 

O primeiro a deixar a Câmara foi Ralf Leite (sem partido), em agosto de 2009, por 16 votos. O segundo foi Lutero Ponce (PMDB), em novembro do mesmo ano, com 14 votos a favor da cassação. A perda de mandato de João Emanuel ocorreu em tempo recorde, tendo em vista que a sessão  durou apenas 3h30. As sessões que culminaram nas cassações de Ralf e Lutero duraram 6h e 8h, respectivamente.

 A tendência dos parlamentares cassados é cair no esquecimento, uma vez que devido à saída vergonhosa do cenário político, muitos procuram seguir a vida no anonimato, seja cuidando dos negócios da família ou mudando totalmente de ramo profissional. Em 2012, Ralf conseguiu  reverter a decisão por meio de liminar obtida no Superior Tribunal de Justiça (STJ)  e retornou ao Legislativo quase 3 anos após a cassação. Lutero, por sua vez, está afastado desde a perda do mandato  e hoje trabalha como empresário.

Ralf foi cassado por quebra de decoro parlamentar por envolvimento com um  travesti menor de idade e por tentativa de suborno de policiais militares. Apesar disso, em julho de 2012 o ex-vereador retoma as atividades na Câmara e ainda buscou receber cerca de R$ 340 mil referentes aos salários retroativos ao período em que esteve cassado. Todavia, não concorreu à reeleição. 

  Lutero também foi cassado por quebra de decoro parlamentar, improbidade administrativa e corrupção, acusado de causar rombo de R$ 7 milhões ao erário. Em março deste ano, houve audiência do julgamento do ex-parlamentar. Na ocasião, disse que foi injustiçado e que não quer mais saber de política. Atribui ainda o fato da cassação à perseguição sofrida pelo então presidente da Câmara, Deucimar Silva (PP).

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