ENQUANTO ALGUNS LUCRAM, OUTROS LAMENTAM DERROTA DA SELEçãO
11.07.2014

Comerciantes que agiram com moderação na compra de produtos específicos para a Copa do Mundo tiveram lucro em lojas na região central de Cuiabá. Aqueles que investiram aos poucos, por exemplo, não tiveram sobra de estoque. Já outros que apostaram na passagem do Brasil para a final da Copa do Mundo tiveram prejuízos enormes, a exemplo de camisas oficiais. Nesse caso a estimativa de perda chega a mais de R$ 100 mil para alguns lojistas.

“Foi recorde a venda para o público feminino nessa Copa. O faturamento chegou entre 30% e 40%. Pelo fato de ser no Brasil vendemos bem mais este ano do que em mundiais anteriores. Foram três remessas e ainda faltou”, revelou João Batista de Abreu, proprietário de uma loja no calçadão da Ricardo Franco, no Centro Histórico de Cuiabá.

O comerciante avaliou que se não fosse a Copa deixaria de vender no mesmo percentual, ou seja, até 40% a menos.  Outro fator que contribuiu para o lucro foi a experiência de outros eventos que serviram para ir corrigindo os erros. “Agora os descontos nas fábricas caíram 50%, final do mundial, seria um bom motivo para economia se o Brasil não tivesse perdido o jogo na semifinal”.

Produtos para decoração como bandeiras e tecidos resistentes também alavancaram o comércio. “O material é eterno, muito usado pelo setor. Caprichei nas cores verde e amarelo e vendemos horrores, como também as bandeiras do Brasil em malha, para capô de carros. Não quis investir muito, se tivesse vendia mais”, pontuou a empresária Myrian Cantão Bezerra, do calçadão Ricardo Franco.

PREJUÍZO 
“Ainda não somei o prejuízo, mas no mínimo será de R$ 100 mil. Enviaram uma grande quantidade e agora não aceitam devolução. Estou tentando uma alternativa junto ao fabricante para poder negociar a venda. Mas com a derrota do Brasil no Mundial não tenho nenhuma perspectiva. Para decisão de terceiro lugar ninguém compra”, prevê Armando Omais, proprietário de uma loja de material esportivo.

Omais admitiu ter 1.500 camisetas em estoque. E que venderia tranquilamente o que sobraria mesmo após o mundial, desde que o Brasil fosse campeão. Mesmo com a possibilidade de descontos especiais acredita que conseguirá liquidar essa sobra em outras épocas, que não seja agora na Copa.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Armando Omais disse que tem 1.500 camisas da Seleção Brasileira em estoque e faz planos para vender a preço de custo

Camisetas oficiais da CBF estão sendo liquidadas a R$ 35,00. E da CBF que custavam R$ 229 está saindo a preço de custo por R$ 149,90. “O preço baixou, mas não tenho expectativas”.

Prejuízo e decepção também são resultados da Copa para Bete Ghattas, do ramo de confecções. Ela investiu consideravelmente em camisetas da Seleção Brasileira, mas ficou com bom estoque armazenado. 

“A expectativa era de seríamos campeões e na medida em que o Brasil ia passando de fases parecia se confirmar. O fato é que até terça-feira (8), data em que o Brasil entrou para a história perdendo por 7 a 1, vendemos muito bem as amarelinhas. Agora o comércio retraiu”.

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