TRABALHADORAS MORREM APóS EXPLOSãO EM FáBRICA DE FOGOS EM MG
15.07.2014

Quatro trabalhadoras morreram e pelo menos três pessoas ficaram feridas após explosão de uma fábrica de fogos de artifício na manhã desta terça-feira (15), no Bairro Bela Vista, em Santo Antônio do Monte. As informações são da Polícia Militar (PM) e do presidente do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Antônio Camargos. O vídeo ao lado mostra a fábrica em chamas. Ele foi enviado por um internauta, que não quis ser identificado.

Há informações de que pelo menos três pessoas se feriram. Entre elas, um jovem de 20 anos que também trabalha no local. Ele teve queimaduras nas costas, foi encaminhado para o pronto atendimento da cidade e não corre risco de morte. Duas grávidas também foram socorridas. Elas passavam pelo local na hora do acidente.

“O jovem ferido relatou que viu as chamas e neste momento saiu do pavilhão de fabricação de bombas batons. Ele também contou que as outras quatro mulheres que morreram tentaram sair, mas não conseguiram”, contou o tenente do Corpo de Bombeiros de Divinópolis, Wanderson de Souza Araújo.

A entrada da fábrica é na zona urbana da cidade, mas os pavilhões onde são feitos os fogos ficam mais afastados, em uma área rural. De acordo com a PM, o Exército foi acionado para verificar junto à Policia Civil as causas da explosão. O Corpo de Bombeiros também está no local.

Por telefone o gerente do Sindiemg, Américo Libério da Silva, informou que as vítimas trabalhavam na parte de fabricação de bomba batom. "O supervisor técnico e engenheiro químico do sindicato, José Expedito do Amaral Junior, está no local para prestar todo o suporte necessário, já que a fábrica é credenciada ao Sindiemg", comentou Américo.

O gerente disse ainda que essa é a primeira explosão na fábrica e que anteriormente já ocorreu um acidente que foi causado por um raio, mas não teve feridos. O G1 entrou em contato por telefone com a fábrica que informou que não vai se pronunciar até ter mais informações sobre o acidente.

O frentista Jerry Adriano Silva, que trabalha em um posto de combustíveis que fica a cerca de 800 metros da fábrica, contou que ficou em pânico. “Eu estava trabalhando e nunca senti algo tão forte. A terra tremeu, vidros de janelas quebraram. Essa foi a pior sensação que já senti. A população está com receio da explosão ter atingido estruturas das casas próximas”, comentou.

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