ARENA PANTANAL ENTRA EM 'DECADêNCIA' APóS JOGOS DA COPA
16.07.2014

O padrão Fifa no quesito condições de trabalho foi embora junto com o fim da Copa do Mundo, em Cuiabá. Para trabalhar durante o jogo de Vasco e Santa Cruz nas cabines da Arena Pantanal, os profissionais da imprensa cuiabana, carioca e recifense sofreram por falta de espaço, mesa, cadeiras, internet e até visibilidade, já que as salas possuem películas escuras que dificultam a visão do campo. 

No terceiro andar do estádio, onde normalmente os jornalistas trabalham, as cabines estavam impossibilitadas de serem usadas. Já na entrada, pelo túnel de acesso, primeiramente a visão que impactava era a sujeira pelos corredores da Arena, que foi uma das mais elogiadas no mundo. 

Marcos Lopes/HiperNoticias

Lixo e falta de conservação marcaram o primeiro jogo após realização de partidas pela Copa do Mundo na Arena Pantana


Para entrar no estádio, a máquina que deveria fazer a leitura do ingresso não funcionou e os funcionários cortavam o bilhete na mão mesmo. Os banheiros estavam totalmente sujos. Mais uma vez teve problema para comprar bebidas e lanches na hora do intervalo. Não havia informações, como placas, para que as pessoas, antes de se dirigirem aos balcões, comprassem as fichas das bebidas.

A Fifa tomou conta da Arena Pantanal por um mês, e apenas há uma semana entregou o estádio para a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), que disponibilizou o espaço para a empresa Moretti Coelho, detentora dos direitos do jogo entre Vasco da Gama e Santa Cruz. Por sua vez, a empresa respondeu através da assessoria que a culpa de todo o despreparo é da Secopa. 

“Tudo de errado que vocês veem aqui esbarra na Secopa. Nós estamos há praticamente uma semana na responsabilidade do estádio e não deu de arrumar tudo. A Secopa só dificultou quando a gente precisou”, respondeu a representante da Moretti.

Reprodução

Faltaram cadeiras para acomodar jornalistas que foram trabalhar no jogo e nenhuma resposta foi dada de maneira concreta

Já a Secopa, que tinha alguns assessores trabalhando no jogo da noite de terça, apenas respondeu que a responsabilidade é de quem promove o evento. Ou seja, o primeiro evento pós Copa começou na contra mão do esperado. 

Jornalistas de rádios e sites de outros estados reclamavam até da falta de cadeira nas cabines de rádio. “Existe problema em todo o Brasil, mas até faltar cadeira é brincadeira”, disse um locutor da Rádio Globo do Rio de Janeiro. 

O descaso não para por aí. Em todos os outros jogos do Campeonato Brasileiro e Copa do Mundo que aqui tiveram os profissionais também contaram com serviço de internet, cabos de energia e mesas, porém dessa vez, na reabertura do estádio, o único convite que repórteres tiveram foi um simples “puxa alguma cadeira e senta por ai”. 

Nenhum profissional conseguiu transmitir o jogo de forma on-line (sistema minuto a minuto) e rádios e TVs sofreram por falta de espaço nas cabines, que ainda estavam lotadas de cabos e muitas parafernálias, que deixavam o trabalho acontecerem aos trancos e barrancos. 

O jogo teve um público bem abaixo do esperado. Pelo menos 10 mil pagantes eram esperados na Arena pela empresa organizadora, porém pouco mais de 5 mil pagaram entrada e no total sete mil assistiram o duelo entre Vasco 4x1 Santa Cruz. 

A renda do jogo foi computada em R$ 262 mil, sendo que a empresa Moretti comprou o jogo pelo valor de R$ 400 mil. Destes, R$ 200 mil foram pagos antecipadamente para o clube carioca e os outros R$ 200 mil seria depositado após o jogo. Os empresários esperavam um público bem maior na Arena, mas o saldo foi de prejuízo. “Nós esperávamos mais torcedores, mas a falta de público ainda é rescaldo do vexame da seleção na Copa. Mas isso passou e o torcedor tem que voltar ao estádio para apoiar seu clube”, disse Adilson Batista, técnico do Vasco.

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