DETENTA é FLAGRADA POR SECRETáRIO ATUALIZANDO FACEBOOK NA PENITENCIáRIA ANA MARIA DO COUTO
16.07.2014

Uma detenta foi flagrada atualizando sua página da rede social Facebook na tarde desta terça-feira (15), na Penitenciária Central Feminina de Cuiabá, Ana Maria do Couto. Ela foi surpreendida pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos, Luiz Pôssas, que realizava uma ‘visita‘ a  unidade depois da divulgação de uma denúncia da Pastoral Carcerária quanto a ocorrência de abusos contra as presidiárias. 

Além do secretário, a gerência da inteligência também acompanhou a inspeção dentro da unidade. A assessoria de imprensa da Sejudh confirmou que o celular foi apreendido pela equipe que já investigava a detenta. No momento do flagrante a presa estava carregando o aparelho e atualizando a página do facebook. Por infringir as regrar do presídio, a detenta, que não teve o nome revelado, terá sua pena majorada por mais seis meses e perderá alguns privilégios como visitas. 

Ainda conforme a assessoria de imprensa da Secretaria, os diálogos entre o secretário e as presas não indicaram nenhum abuso feito por parte dos servidores do sexo masculino  que atuam na unidade. “A presença deles no local é apenas para garantir a segurança e as revistas são feitas apenas por mulheres”, frisou. Apesar da negativa, para investigar a denúncia da Pastoral, o secretário solicitou a abertura de um Processo Administrativo para apurar os casos relatados pela entidade. 

As presas aproveitaram a presença do secretário para também reclamar mais tempo no banho de sol e colocação de tevês em algumas das celas. O pedido do aumento das horas do banho de sol foi atendido imediatamente e passou de duas horas para três, entretanto, Pôssas avisou que caso ocorra alguma incidência no local elas serão penalizadas com a redução do tempo. Já quanto à instalação de televisões o pedido será analisado. 

Denúncia


A Pastoral Carcerária de Cuiabá denunciou a ocorrência de abusos dentro da Penitenciária Central Feminina de Cuiabá, Ana Maria do Couto. Conforme o documento protocolizado na Defensoria Pública do Estado, em junho, as presas são obrigadas a tirar a roupa na frente de servidores homens, tem suas genitálias fotografadas e são atacadas com spray de pimenta.  Sobre a denúncia, a Sejudh enfatizou que a questão será investigada.

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