PROFESSORES DE QUATRO CIDADES DE MT ESTãO EM GREVE POR REAJUSTE SALARIAL
22.07.2014

Professores da rede municipal de educação de quatro cidades de Mato Grosso estão em greve por tempo indeterminado. Nos municípios de Barão de Melgaço, Porto Estrela e Sinop, a respectivamente 121, 198 e 503 km de Cuiabá, a paralisação começou nesta segunda-feira (21). Já na cidade de  Barra do Bugres, a 169 km da capital, a greve já dura 19 dias. A reivindicação dos professores dos quatro municípios é a mesma: reajuste salarial.

De acordo com a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), essa é a primeira vez que os professores da rede municipal de Barão de Melgaço fazem greve. A categoria alega que os salários estão defasados e que os trabalhadores não têm direito à gestão democrática nas escolas. Segundo o sindicato, os professores estão desde 2010 sem reajuste salarial. Eles cobram uma proposta da prefeitura que atenda às necessidades da categoria. A prefeitura desse município foi procurada pelo G1, mas as ligações não foram atendidas.

Já o secretário de Educação do município de Porto Estrela, Itamar da Silva, disse que uma reunião com a categoria está marcada para a próxima segunda-feira (28). Segundo Itamar, nessa cidade, cerca de 600 alunos são atendidos pela rede municipal. Conforme declarou a presidente da subsede do Sintep, Creuza Miranda de Oliveira, a categoria luta por melhorias no piso salarial.

Em Sinop, os professores cobram a redução da carga horária de trabalho de 40h para 30h semanais e a equiparação salarial dos servidores da rede municipal com a rede estadual de ensino. A rede municipal atende a cerca de 13 mil alunos.

A secretária de Educação do município, Gisele Faria de Oliveira, disse que, atualmente, o município não tem condições financeiras para arcar com as reivindicações dos professores. Segundo ela, um documento foi encaminhado ao sindicato contendo as justificativas dessa decisão. "O município não tem condições de equiparar o salário ao do estado nem de implantar as 30h", afirmou Oliveira.

Os profissionais de Barra do Bugres reivindicam o reajuste dos salários proposto pelo Ministério da Educação (MEC) para 2014. "Pedimos o reajuste de 8,32% para podermos avançar no piso. Na última semana decidimos continuar com a greve por tempo indeterminado em busca de melhorias para a categoria", informa o presidente da subsede da instituição, João Bosco El Hage.

A secretária de Educação de Barra do Bugres, Ivone da Rocha, alega que o município não tem como atender às solicitações, pois estão com problemas financeiros. "Sugerimos que montassem uma comissão para fazer um estudo e mais para frente poder dar até mais do que eles pedem", disse. Cerca de 3.200 mil alunos estudam nas unidades da rede municipal.

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