MP, ENFIM, DENUNCIARá GESTORES DO PRONTO SOCORRO E UPA'S
22.07.2014

A s precárias condições do Hospital Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá levou o Ministério Público do Estado (MPE) a abrir inquérito civil para investigar as causas e identificar culpados. Falta de remédios, falta de soro antiofídico,  de leitos, filas imensas e plantões sem a presença de médicos são algumas das peças que estão sendo montadas pelos procuradores a fim de punir culpados.

 

... Das cenas de horror e desumanidade no Pronto Socorro
... Das cenas de horror e desumanidade no Pronto Socorro

 

 A iniciativa é do promotor Alexandre Guedes, que instaurou o inquérito no início do mês, após inúmeras denúncias da imprensa e do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). Recentemente, um grupo de médicos plantonistas denunciou que “se deslocar ao pronto socorro de Cuiabá é como entrar na fila da morte, pois não há condições nenhuma de atender aos pacientes”. A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Estado de Mato Grosso (Coopanest) também fez observações graves, que terminaram auxiliado o Ministério Público na formalização da denúncia.

O Ministério Público quer apurar detalhadamente o cenário de desumanidade apontado pelos profissionais através de ofícios, pedidos dos médicos e denúncias. Se as denúncias forem comprovadas, o MP pode pedir até mesmo a prisão de secretários e/ou prefeito da Capital por crime de lesão a direito constitucional a saúde e o princípio da dignidade da pessoa humana expressos na Constituição Federal. 

 

 

O MPE notificou também a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para que envie documentos técnicos que serão juntados para a investigação. O presidente do CRM, Gabriel Felsky dos Anjos, disse que há mais de uma década vem denunciando as precárias condições do Pronto-Socorro. Porém, nenhuma medida definitiva foi tomada até o momento, apenas soluções paliativas e promessas. 

O prefeito Mauro Mendes, em campanha de 2012, prometeu acabar com aa situação que era difícil. Sem pulso e sem planejamento adequado, a situação apenas piorou. As policlínicas e UPAs, estas primeiras construídas em administrações passadas que funcionavam pelo menos regularmente, hoje são depósitos de doentes, como destaca ao CRM. Essas unidadesc também serão investigadas. 

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