DEPUTADO FEDERAL DE MT TEM MANDATO CASSADO POR COMPRA DE VOTOS
22.07.2014

Por 4 votos a 1, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) cassou o mandato do deputado federal Júlio Campos (DEM) por compra de votos e gastos ilícitos na eleição de 2010. A representação pedindo a cassação dele foi protocolada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e julgada pelo Pleno do TRE durante a sessão desta terça-feira (22). Apenas o juiz eleitoral Samuel Franco Dalia votou contra a perda do mandato do parlamentar, que já foi governador do estado na década de 80.

A defesa do deputado disse ao G1 que assim que o acórdão da decisão for publicado irá protocolar recurso contra a cassação. O advogado José do Patrocínio alega que não foram apresentadas provas de que o cliente tenha captado votos de forma ilícita durante a campanha. "Não existe nenhuma comprovação de captação ilícita de votos. Foi apenas uma suposição do relator do processo", afirmou. O relator da representação foi o juiz José Luiz Blaszak.

A alegação do MPE é de que Júlio Campos tivesse usado o escritório das empresas dele, localizado na Avenida do CPA, em Cuiabá, como comitê de campanha.  E, neste local, tivesse ocorrendo a compra de votos. A denúncia partiu de policiais federais que teriam ido até o local para fazer o flagrante. Porém, segundo a defesa, não foi encontrado nenhum material de campanha no local, o que supostamente contesta a denúncia. "Os próprios policiais prestaram depoimento e não conseguiram corroborar a tese de compra de votos", alegou o advogado do parlamentar.

O parlamentar também foi julgado por gastos ilícitos. Segundo a representação, o dinheiro movimentado nas contas das empresas, entre elas agropecuárias e construtoras, teria sido para a compra de votos. "A movimentação foi para gastos com os funcionários das empresas", argumentou a defesa.

Júlio Campos foi eleito deputado em 2010 após abandonar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Antes disso, já foi prefeito de Várzea Grande, região metropolitana da capital, deputado federal por duas vezes na década de 70 e 80, comandou o Palácio Paiaguás e senador da República.

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