VIATURA QUE LEVOU PMS AO SUMARé FOI DEPENADA ANTES DO FINAL DA INVESTIGAçãO LEIA MAIS: HTTP://EXTRA.GLOBO.COM/CASOS-DE-POLICIA/VIATURA-QUE-LEVOU-PMS-AO-SUMARE-FOI-DEPENADA-ANTES-DO-FINAL-DA-INVESTIGACAO-13371780.HTML#IXZZ38V8V2YMB
25.07.2014

A viatura usada pelos PMs Fábio Magalhães Ferreira e Vinícius Lima Vieira, suspeitos da execução do menino Mateus Alves dos Santos, de 14 anos, no Sumaré, foi completamente descaracterizada no meio do processo que julga o crime. O EXTRA flagrou o veículo no estacionamento da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. Ele chegou ao local na madrugada desta quinta-feira, após o MP pedir uma nova perícia no carro. Na quinta, após receber a informação de que o carro havia sofrido modificações, a promotora do caso, Carmem Eliza Bastos de Carvalho, afirmou que vai pedir explicações à Polícia Militar.

O carro, de placa LPY-4282, não tem mais a maçaneta da porta do motorista, os faróis, um dos retrovisores, as inscrições da PM no capô, o giroscópio, a grade de proteção do motor e o vidro do motorista.

— Como um veículo que é elemento probatório de uma investigação de um crime de homicídio é depenado antes do fim do processo? Vou pedir um esclarecimento oficial por parte da Polícia Militar — afirmou a promotora ao EXTRA.

 

PMs foram prestar depoimento na DHPMs foram prestar depoimento na DH Foto: Thiago Lontra / Agência O Globo

 

A primeira perícia feita na viatura do 5º BPM (Praça da Harmonia) aconteceu antes da prisão dos PMs, no dia 18 de junho. Depois, o carro foi encaminhado pela DH à PM. Dias depois, segundo agentes da DH, o veículo deu baixa numa oficina da CS Brasil, empresa responsável pela manutenção das viaturas. Na noite da última quarta-feira, após o pedido da promotora, o carro saiu do mecânico diretamente para a DH. Procurada pelo EXTRA, a PM não se manifestou.

— É muito estranho que a viatura tenha dado baixa no mecânico com a investigação ainda em andamento. Principalmente porque as viaturas com câmeras geralmente são novas e estão em bom estado — afirmou a promotora.

Carmen Eliza também pediu outras diligências à Polícia Civil: ela quer uma cópia do HD das câmeras da viatura e também solicitou um relato técnico da empresa fornecedora da tecnologia sobre o desligamento do aparelho no momento do crime. A promotora quer saber se é possível que as imagens tenham sido apagadas do HD. Hoje, a promotora vai oferecer ao terceiro jovem levado na viatura — que prestou depoimento na DH — a inclusão no Programa de Proteção à Testemunha.

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