COMISSãO APURA FALHA ESTRUTURAL EM GINáSIO DE R$ 26 MILHõES
25.07.2014

A Secretaria de Estado de Cidades (Secid) irá vistoriar o Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, no bairro Verdão, em Cuiabá, para conferir se algumas das falhas estruturais apontadas pela Auditoria Geral do Estado (AGE), em janeiro de 2013, foram corrigidas pela empresa Lotufo Engenharia e Construção Ltda., responsável pela construção.

Em setembro de 2012, a obra de R$ 26 milhões apresenta problemas de engenharia e falhas que foram apontadas em um relatório elaborado pelo então superintendente do Complexo do Verdão, Joubert Brito de Lima, no primeiro semestre de 2012 


De posse do relatório, a AGE realizou um inquérito e constatou a existência de irregularidades, em novembro do mesmo ano, confirmando ainda que o valor integral da obra foi pago à Lotufo e que não há saldo devedor com a empresa.

 

Caixa externa de luz no estacionamento, em foto de 2012: sem fiação elétrica

Porém, somente neste mês, a Secid resolveu montar uma comissão – composta por quatro engenheiro e um arquiteto –, que será responsável pelo acompanhamento e análise das falhas apontadas no relatório da AGE, a fim de conferir se algum dos serviços indicados foi realizado pela Lotufo ou se os problemas persistem na obra.

A portaria que instaurou a comissão foi publicada no Diário Oficial.

Vistoria e sanções

Segundo a assessoria da pasta, após a realização da análise técnica e confirmados se os problemas são de responsabilidade da empresa, a Lotufo será, mais uma vez, notificada pelo Estado, a fim de tomar as medidas cabíveis.

A Secid afirmou que o prazo de cinco anos de garantia prevista em contrato permanece ativo, ainda que a obra tenha sido concluída em 2006. Isso porque as falhas estruturais teriam sido verificadas dentro do prazo previsto e várias notificações teriam sido feitas à Lotufo.

A cada notificação, conforme a pasta, o prazo se renova por mais cinco anos, até a correção do problema.

Caso não realizem as correções solicitadas, a empresa poderá sofrer sanções que vão desde aplicação de multa até advertência ou suspensão, bem como ser inscrita como empresa inidônea e ser proibida de contratar com o poder público.

 

Quadra do Ginásio Aecim Tocantins: piso contratado era de madeira, mas foi entregue em cimento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O relatório da comissão deve ser finalizado dentro de 60 dias. 


Obra comprometida


Essa não é a primeira vez que o Aecim Tocantins apresenta problemas estruturais. Apesar de ser referência na Capital, e continuar sediando campeonatos importantes desde a sua inauguração, em 2006, a obra apresenta falhas “ainda sem solução sob responsabilidade da empresa Lotufo”, conforme o relatório elaborado por Loubert Lima, em 2012.

Em setembro daquele ano, Lima mostrou à reportagem todos os problemas relatados no documento, como a ausência de instalação da rede elétrica no estacionamento, o que obriga a administração, durante os eventos noturnos, a fazer uso de geradores para garantir a iluminação externa.

As rampas que dão acesso às arquibancadas também são alvos constantes de reclamação por parte da administração, uma vez que o desnivelamento do terreno, que segundo o superintende deveria ter sido resolvido durante o aterro para construção do ginásio, faz com que elas acumulem água durante a chuva.

Na ocasião, ele afirmou ao Midianews que “as falhas podem comprometer a sede de eventos, sem dúvida alguma”.

Trincas em pisos e azulejos, bem como a má colocação das placas de isopor nos forros – que são levados pelo vento e deixam grandes buracos no teto das salas – e o piso atual da quadra poliesportiva – cimento, no lugar da madeira contratada – também são problemas encontrados.

“Não tem um ralo para escoamento de água, porque, inicialmente, aqui seria um piso de madeira e não precisaria ser molhado. Aí, eles decidiram fazer esse piso de cimento, até se resolver a questão da madeira. Esse piso, que era provisório, virou eterno”, disse.

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