PARA NãO PERDER SóCIOS, FLU DECIDE AUMENTAR PREçO DOS INGRESSOS
28.07.2014

O estádio recebe bom público, os jogadores exaltam o apoio em campo. O clube arrecada em bilheteria, o financeiro se vê aliviado ao pagar as contas. Porém, a política de ingressos baixos tem o seu preço ao Fluminense: o risco de inviabilizar o quadro social. Ao praticar valores populares no Brasileirão, o Tricolor vive o dilema de agradar o torcedor comum e desagradar o associado. É, por isso, que estudou e decidiu aumentar o custo dos bilhetes a partir do confronto com o Goiás, domingo, no Maracanã, o que deve ser confirmado nesta segunda-feira.   

A entrada mais barata passaria a custar R$ 20. Pelocronograma divulgado antes do campeonato, seria de R$ 10. O reajuste, portanto, chega a 100%. Tudo para corrigir um problema criado pela talvez principal bandeira da gestão do presidente Peter Siemsen: lutar contra a elitização do futebol. E, para entendê-lo, é preciso pensar em um conjunto de jogos, não apenas em uma partida isolada. Este foi o estudo feito internamento e que gerou rusgas nas Laranjeiras.   

Flu no Maracanã

Público pagante total: 116.998
Média: 29.249
Renda total: R$ 2 milhões
Média: R$ 500 mil

Se um torcedor for aos três compromissos do Flu em agosto (há ainda Coritiba e Sport), de acordo com o valor mais baixo, gastaria R$ 30. O sócio-torcedor, com 50% de desconto na compra da entrada, portanto, R$ 15. Este tem ainda a mensalidade, a R$ 29,90. Somando os dois, o investimento vai a R$ 44,90. Um extra de quase R$ 15 na comparação com quem não contribuiu mensalmente ao clube. Passando a ser R$ 20, a lógica fica invertida. O torcedor desembolsaria R$ 60. O sócio-torcedor, R$ 59,90 (R$ 30 da meia-entrada mais a mensalidade), tendo ainda prioridade na hora da compra.

- Fica mais equilibrado, mas o sócio não pode ter uma vantagem de apenas R$ 0,10. O ideal é que o ingresso mais barato seja na casa dos R$ 30 – diz um integrante da direção tricolor.   

As discussões vão continuar. O gestor de Arenas, Carlos Eduardo Moura, homem que cuida da área, chegou a colocar o cargo à disposição. Porém, após conversa com o presidente, continua no cargo. Jackson Vasconcelos, assessor da presidência, e Pedro Antônio Ribeiro, vice-presidente de projetos especiais, participam dos debates.   

Desde o começo do nacional, o Flu entendia que a política era correta. Resistiu até à pressão do consórcio que administra o Maracanã para aumentar os preços. E colheu frutos: nos quatro jogos que mandou no Rio, alcançou média de público pagante de 29.249, a melhor do campeonato. Tudo dividindo seus jogos na seguinte lógica no preço de ingresso mais barato: R$ 30 a clássicos cariocas, R$ 20 contra times gaúchos e mineiros e R$ 10 aos demais.   

Mas... a dificuldade de aumentar o quadro social fez o pensamento passar por modificação. São, atualmente, 34 mil associados. Destes, 4 mil estão inadimplentes. E a meta, que era de chegar a 50 mil até o final do ano, baixou para 35 mil. Resta saber se dará certo...

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