GAROTO é AGREDIDO E TEM A PELE PERFURADA POR LáPIS EM ESCOLA
30.07.2014

Um menino de sete anos foi agredido por um colega de classe na Escola Municipal Olavo Bilac, em Santos, no litoral de São Paulo. A mãe do garoto, Flávia Paulino, usou uma rede social para desabafar contra o colégio após, segundo ela, a criança ter sido agredida pela segunda vez apenas neste ano.

De acordo com Flávia, a primeira agressão ao filho ocorreu em maio deste ano. Ela conta que, assim que o menino chegou da escola, percebeu que ele tinha um machucado nas costas. “Ele foi tomar banho e percebi que ele tinha um furo. Perguntei a ele o que aconteceu e ele me disse que um menino tinha enfiado um lápis nas costas dele”, comenta.

Ela afirma ter reclamado com as coordenadoras sobre o comportamento do agressor. “Fui à escola, falei com uma das coordenadoras e assinei uma intercorrência. Eles não me deram nenhum retorno. Ninguém nunca falou nada para mim”, completa.

Os últimos machucados sofridos pelo filho da Flávia aconteceram na última segunda-feira (28), quando outro garoto o empurro no pátio da escola. “Estava em casa quando me ligaram da escola dizendo que ele tinha caído e se machucado. Mas, quando eu perguntei para ele, ele me disse que sentiu duas mãos o empurrando”, afirma.

Foto mostra marca do lápis enfiado nas costas do garoto (Foto: Flávia Paulino / Arquivo Pessoal)
Foto mostra marca do lápis enfiado nas costas do
garoto (Foto: Flávia Paulino / Arquivo Pessoal)

A mãe do garoto pede que as agressões entre as crianças acabem de uma vez já que, de acordo com ela, não aguenta mais ver o filho machucado. "Quantas vezes eu vou ter que buscar o meu filho machucado na escola? Até quando essas coisas vão acontecer?", indaga.

Flávia reclama também da falta de funcionários na unidade de ensino. Ela comenta que os alunos chegaram a ficar cerca de dez dias sem professoras. “A própria funcionária falou para ir à ouvidoria da Prefeitura e reclamar que tem poucos funcionários. Os funcionários não dão conta de 20 ou 25 crianças de uma vez”, finaliza.

Em nota, a Prefeitura de Santos informa que prestou atendimento à mãe e a criança e que, nesta quarta-feira (30), haverá uma reunião entre a mãe, a diretora e a supervisora de ensino da escola para apuração detalhada do caso. A Prefeitura destaca também que quando, eventualmente, a escola apresenta este tipo de ocorrência, imediatamente é atendida pela equipe gestora, em especial pela orientadora educacional, sendo que o mesmo procedimento é observado em todas as unidades da rede 

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