PROFESSORES GREVISTAS TêM CORTE SALARIAL EM SINOP (MT)
31.07.2014

 A Prefeitura de Sinop, a 503 km de Cuiabá, cortou cerca de 30% do salário dos professores da rede municipal de ensino, que estão em greve há 11 dias. Segundo a prefeitura, a decisão de abater do salário a quantia referente ao período de paralisação foi administrativa. Na última segunda-feira (28), o município entrou com uma ação de declaração de ilegalidade da greve no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e aguarda decisão em caráter liminar. Os professores cobram a redução da carga horária de trabalho de 40h para 30h semanais e a equiparação salarial dos servidores da rede municipal com a rede estadual de ensino.

Segundo a presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Sidnei Cardoso, o abatimento foi percebido nesta quarta-feira (30), data do pagamento. “O prefeito cortou 11 dias do pagamento. Temos conta, comida para comprar, como vamos fazer com isso?”, indagou Cardoso. Ela disse que mesmo com o corte no salário, a paralisação deve continuar. “Alguns voltaram porque estão com medo, mas a maioria vai continuar”, afirmou.

A prefeitura informou em nota que desde o ano passado fez várias reuniões com os secretários de Administração, Educação, Finanças, Governo, Controladoria e RH. Nessas reuniões, teria apresentado documentos que comprovam que o município não tem condições financeiras para atender ao pedido dos professores.

Na manhã desta quinta-feira (31), professores realizaram um protesto em frente a Secretaria de Ação Social do município para pedir uma intervenção do órgão na situação, porém, a categoria não foi recebida, segundo informações da presidente do sindicato.

A secretária de Educação do município, Gisele Faria de Oliveira, disse na última semana que o município não tem verba para arcar com as reivindicações dos professores. “O município não tem condições de equiparar o salário ao do estado nem de implantar as 30h”, afirmou Oliveira.

“Enviamos dois planejamentos em fevereiro para que essas duas pautas fossem implantadas de forma gradativa, mas não foram aceitas pela prefeitura. Eles alegam que estão no limite prudencial de gastos”, disse a presidente do Sintep à época. A rede municipal de Sinop atende a cerca de 13 mil alunos.

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