POLíCIA INDICIA EMPRESáRIO E EX-SECRETáRIO POR DESVIO DINHEIRO DE CRECHE
30.07.2014

O desvio de dinheiro para construção de uma creche em Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste de Cuiabá) levou a Polícia Civil a indiciar por corrupção ativa o empresário Bartolomeu Alonso de Arruda, dono da Beta Empreendimentos, Construções e Serviços enquanto o ex-secretário de Infraestrutura do município, José Carlos de Musis e sua assessora, Marisa da Silva Thomas foram indiciados por corrupção passiva. O delegado do caso, Luiz Henrique Damasceno, disse que esse é o 3º inquérito envolvendo o ex-secretário e o 2º com a assessora, todos relacionados a obras públicas. Os casos já foram finalizados.

O inquérito policial será enviado à Justiça ainda nesta semana. As investigações da operação denominada Minerva - símbolo da engenharia -, iniciaram há 10 meses, com denúncia de desvio de dinheiro de obra pública. O ex-secretário, que até o dia 5 de junho tinha vínculo com a Prefeitura de Campo Novo dos Parecis, e assessora dele, que também foi desligada do cargo, receberam juntos R$ 80 mil.

As investigações comprovaram 3 repasses aos servidores públicos, todos efetuados pelo dono da construtora. Conforme o delegado, um depósito de R$ 30 mil foi feito na conta da empresa Templo Locadora, de propriedade do irmão do então secretário. Outro depósito de R$ 25 mil entrou na conta corrente da assessora e um terceiro pagamento de R$ 25 mil, feito no ano de 2012, durante o período eleitoral.

Para encobrir o desvio da verba de construção da unidade escolar infantil, com custo previsto de R$ 902 mil, iniciada em 2 de setembro de 2012 e término previsto para 2 de janeiro de 2013, os servidores em comum acordo com empresário desviaram materiais comprados pela Prefeitura destinados a outras obras no município, para a construção da creche, que devia ser toda executada com o recurso do governo federal e do município, pela construtora Beta Empreendimento, ganhadora da licitação.

"Os materiais não foram usados para os fins devidos e foram entregues na obra, que até agora não foi finalizada. O empresário deveria arcar com tudo e não usar material da Prefeitura como forma de justificar o repasse indevido", explica o delegado. A obra de construção da creche foi paralisada durante as investigações e retomada recentemente após rescisão do contrato com a construtora de Cuiabá e nova licitação.

Em interrogatório, a assessora confirmou que recebeu o dinheiro a mando do secretário e que usou parte do valor para pagar um produtor de evento. Ela alega que não ficou com nenhuma parte dos R$ 25 mil depositados em sua conta bancária. No entanto, a Polícia Civil também confirmou que ao longo de 2 anos a assessora teve R$ 240 mil movimentados na conta, fora os proventos que recebia como funcionária da Prefeitura. O empresário, por meio de um representante, confirmou os depósitos. Ele não soube explicar porque os materiais foram entregues na obra. Já o ex-secretário negou os fatos e declarou não ter nenhum tipo de relacionamento com o dono da construtora. (Com assessoria)

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade