ONU EXIGE LIBERTAçãO DE SOLDADO ISRAELENSE SEQUESTRADO EM GAZA
01.08.2014

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu nesta sexta-feira (1º) a libertação imediata do soldado israelense sequestrado em Gaza e condenou "nos termos mais fortes as informações sobre a violação" do cessar-fogo pelo Hamas.

Em um comunicado, ele ressaltou que a quebra da trégua em Gaza prejudica a credibilidade do que o Hamas diz às Nações Unidas.

O fim do cessar-fogo foi motivado, segundo o Exército israelense, pelo sequestro de um de seus soldados durante uma operação em túneis da fronteira entre a Faixa de Gaza eIsrael.

Duas horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo, as sirenes voltaram a soar em Israel para avisar de um disparo de míssil perto de Rafah, e a artilharia israelense respondeu prontamente, evidenciando a crescente volatilidade da situação.

Em combates nesta sexta, pelo menos 50 palestinos morreram, assim como dois israelenses. Um palestino foi morto pelas forças israelenses durante confrontos na Cisjordânia, informaram fontes de segurança.

Soldado capturado
Segundo um porta-voz das Forças Armadas de Israel, dois soldados foram mortos e um capturado por militantes palestinos durante o confronto em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
“Forças operando para desmantelar um túnel foram atacadas. As indicações iniciais são de que um soldado foi sequestrado por terroristas durante a operação”, disse o tenente-coronel Peter Lerner. O militar foi identificado como o subtenente Hadar Doldin.

O sequestro de Doldin, de 23 anos, levou as forças armadas israelenses a declarar rompida, poucas horas depois do início, a trégua de 72 horas acertada com o movimento islamita Hamas.

Os militares israelenses disseram que, passados 90 minutos da entrada da trégua em vigor – enquanto famílias palestinas que fugiram de bairros transformados em campos de batalha começavam a caminhar para casa –, militantes atacaram soldados que rastreavam a região em busca de túneis no sul da Faixa de Gaza.

"De um ponto de acesso do túnel ou vários pontos, terroristas saíram da terra. Pelo menos um era um terrorista suicida, que se explodiu. Houve uma troca de tiros", disse o tenente-coronel Peter Lerner, porta-voz militar. Dois soldados israelenses foram mortos.

Com o fim da trégua e anúncio do possível sequestro, o Egito, país mediador na guerra entre Israel e o Hamas, informou às autoridades palestinas que decidiu adiar as negociações previstas no Cairo. "Os egípcios contactaram a Jihad Islâmica e disseram que Israel lhes informou sobre a captura de um soldado", afirmou Ziad al-Najal. "As negociações foram adiadas", acrescentou.

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