MENINO FERIDO POR TIGRE ESTá ANSIOSO PARA VOLTAR à ESCOLA, DIZ MãE
08.08.2014

Atacado por um tigre no zoológico deCascavel, no Oeste do Paraná, Vrajamany Rocha, de 11 anos, retornou a São Paulo no fim da tarde desta quinta-feira (7), ansioso para voltar às aulas. “Ele me pediu pelo amor de Deus para não tirar ele da escola”, disse ao G1, por telefone, Mônica Fernandes Santos, de 37 anos, mãe do garoto.

O menino de nome inspirado na cultura indiana, que significa, na tradução da matriarca, “pessoa querida, uma joia”, teve o braço direito amputado na altura do ombro após ser atacado por um tigre em 30 de julho, durante passeio de férias na cidade onde vive seu pai. Na ocasião, ele ultrapassou a grande de proteção para acariciar e alimentar o felino.

Mônica revela que o filho recebeu muitas mensagens de apoio dos colegas de escola, que prometeram ajudá-lo nesse período de reabilitação. “Os amigos mandaram mensagens pelo Facebook, disseram que vão fazer a lição com ele, e ajudá-lo a se recuperar.” Ela comenta que o garoto é destro e terá que reaprender a escrever, mas ainda não há previsão para que ele volte a estudar.

Filho de pais separados, o garoto mora com a mãe na Zona Norte da capital. Ao chegar à sua casa, foi recebido pelos animais de estimação e por parentes, que acompanhavam a distância a recuperação do menino. “Ele está cansado. Cumprimentou todo mundo, e estava morrendo de saudades dos cachorros", conta Mônica.

Para a mãe, o acidente foi uma fatalidade, provocada pela empolgação do filho com a beleza do animal. “Foi mais a coisa da criança, ele viu animal bonito e não teve noção do perigo, do risco que poderia oferecer", defende.

Ela ainda afirma que a maior preocupação do menino, após o acidente, era saber se o felino estava vivo, e bem. “Desde o momento que se acidentou falou do tigre para o pai e para mim. Falei que o tigre está bem, que não tem culpa, que ele também não tinha culpa. Ele tinha medo que machucassem o bicho.”

Ao acordar da cirurgia e se dar conta de tudo que tinha ocorrido, ela comenta que o filho ficou bastante emocionado. “Quando soube, chorou um pouco. Depois, com o apoio da família toda, choramos mais de emoção do que pela perda [do braço]”. 

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