EUA PROíBEM COMPANHIAS AéREAS DE SOBREVOAREM IRAQUE
08.08.2014

WASHINGTON — A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) proibiu nesta sexta-feira as companhias aéreas do país e outras operadoras comerciais de sobrevoar o Iraque. Segundo o órgão, a “situação potencialmente perigosa” criada por confrontos entre jihadistas e forças de segurança iraquianas e aliados ameaçam a segurança das aeronaves que passam pelo país. A empresa turca Turkish Airlines também anunciou a suspensão de viagens para o país.

A proibição aplica-se a todos os aviões registrados nos EUA, exceto aqueles operados por companhias estrangeiras e pilotos licenciados pela FAA. Além disso, os voos operados com a permissão do governo americano e para situações de emergência podem seguir sobrevoando o local. A medida substituiu a anterior, de 1º de agosto, quando a FAA restringiu as companhias americanas de voarem em ou abaixo 30.000 pés (9.100 metros) no espaço aéreo do Iraque.

A decisão foi anunciada no mesmo dia em que aviões de guerra bombardeada artilharias dos extremistas do Estado Islâmico, em uma área próxima à cidade de Irbal, capital curda iraquiana. Na quinta-feira, o presidente Barack Obama afirmou que Washington deve agir para evitar o “genocídio” e proteger centenas de milhares de cristãos e membros de outras minorias religiosas que fugiram para salvar suas vidas.

Um porta-voz do Pentágono disse que dois F-18 lançaram bombas de alta precisão, guiadas a laser, sobre uma peça de artilharia móvel dos rebeldes perto Irbil. Esses foram os primeiros ataques aéreos dos EUA no Iraque desde a retirada das americanas tropas em 2011.

Também por questões de segurança, a companhia turca Turkish Airlines, uma das principais operadoras estrangeiras com viagens para o Iraque, também anunciou a suspensão de voos para a principal cidade do Curdistão iraquiano, durante uma ofensiva contra os jihadistas islâmicos.

“Nossos voos para Irbil estão sendo cancelado por razões de segurança até novo aviso”, informou a empresa em comunicado.

As proibições ocorrem apenas três semanas depois que um avião Malaysia Airlines, com quase 300 pessoas a bordo, foi abatido quando sobrevoava o Leste da Ucrânia.

 

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