PRODUçãO DE VEíCULOS NO BRASIL CAI 20,5% EM JULHO ANTE 2013, DIZ ANFAVEA
06.08.2014

A produção de carros, caminhões e ônibus no Brasil recuou 20,5% em julho deste ano em comparação com o mesmo mês de 2013, segundo dados divulgados pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta quarta-feira (6).

Foram produzidas 252,6 mil unidades, o pior resultado para o mês desde 2006, quando foram feitas 202,9 mil. Em julho do ano passado, a indústria montou 317,9 mil veículos.

Em relação a junho, que alcançou 215,9 mil, o país produziu 17% unidades a mais. Mesmo com a retomada, o acumulado nos primeiros 7 meses do ano apresenta queda de 17,4%, com 1,82 milhão de unidades, ante o mesmo período do ano passado, que atingiu 2,2 milhões de veículos.

O início do segundo semestre mostrou uma melhora para o setor automotivo, segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan. A média de licenciamentos diários em julho cresceu 6,4% na comparação com a média dos seis primeiros meses do ano, enquanto as exportações subiram 20,7%.

No mês passado, as montadoras conseguiram reduzir os estoques de 45 dias para 39 dias de vendas, fechando o mês com 382,6 mil unidades nos pátios. “Ainda é um número inadequado para o nosso setor”, ressaltou Moan. Por causa do estoque alto, a produção segue defasada em 3,2% ante a média do primeiro semestre de 2013.

Houve um clima de pessimismo exagerado, uma quebra de confiança do consumidor
Luiz Moan, presidente da Anfavea

Pessimismo 
A produção de 1,82 milhão de veículos no Brasil entre janeiro a julho é a menor desde 2009, quando foram montadas 1,69 milhão de unidades. Os números acompanham a queda de 8,6% nos licenciamentos, de 2,14 milhões no mesmo período de 2013 para 1,96 milhão neste ano. Para o presidente da Anfavea, o baque no setor decorre de um "pessimismo exagerado" do consumidor brasileiro.

"O que tivemos foi uma queda muito grande e não esperada dos indicadores de confiança no mercado, que provocou quase um efeito dominó nos demais indicadores, gerando uma insegurança muito grande. Em março deste ano, a expectativa era de uma Copa tumultuada. A partir daquele mês houve um clima de pessimismo exagerado, uma quebra de confiança do consumidor, aliado à seletividade maior do crédito", explicou.

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