SUSPEITO OFERECEU R$ 5 MIL A POLICIAIS PARA NãO SER PRESO
18.08.2014

Flagrado na madrugada do último domingo (17), com 20 comprimidos de ecstasy em um de seus bolsos, o estudante Carlos Eduardo de Alencastro Santana Lima, de 32 anos, ofereceu R$ 5 mil a policiais militares da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas).

A informação é do aspirante Marcos, policial responsável pela ação que resultou na prisão do suspeito de tráfico, na boate sertaneja Wood´s, em Cuiabá.

O policial contou à reportagem que não seria a primeira vez que Carlos Eduardo, conhecido como “Kadu”, venderia a droga na boate. 

 

"O suspeito ficou desesperado, nervoso, e pediu para não ser preso. Ele chegou a oferecer R$ 5 mil para ser liberado"


Segundo ele, o serviço de inteligência da Rotam recebeu a informação de que um suspeito poderia tentar traficar ecstasy naquela noite.

“Um dos policiais recebeu a informação e organizamos a ação. Dois policiais ficaram à paisana, na entrada da boate, junto aos seguranças responsáveis pela revista. Ao ser abordado, foi encontrado uma caixa com 20 comprimidos azuis, no bolso de um dos clientes”, afirmou.

Em seguida, o suspeito foi levado para uma sala reservada, dentro da Wood´s. 

“Os seguranças perguntaram se ele sabia o que eram os comprimidos. O suspeito ficou desesperado, nervoso, e pediu para não ser preso. Ele chegou a oferecer R$ 5 mil para ser liberado”, disse Marcos.

O aspirante contou que, na sequência, foi avisado da prisão e uma guarnição se dirigiu até a Wood´s. 

“Chegando lá, conversamos com o Carlos Eduardo, que também me ofereceu dinheiro para não ser autuado. Nesse momento, o pressionamos para saber se havia mais droga com ele. E fomos até o carro dele, onde encontramos mais 32 comprimidos, sendo 20 azuis e 12 vermelhos”, relatou.

Interrogado sobre onde ele comprou a droga, Kadu afirmou que foi por meio de um intermediário, que manteria contato direto com o fornecedor.

Cada comprimido de ecstasy é vendido, em média, por R$ 50,00.

Droga da elite

 


O policial relatou que, em seguida, o suspeito de tráfico foi encaminhado ao Plantão Metropolitano de Cuiabá, antigo Cisc Planalto, onde foi autuado.

“Trata-se de crime inafiançável e ele permanecerá preso à disposição da Justiça”, afirmou o policial.

O aspirante da PM afirmou que “Kadu” não possui antecedentes criminais, mas que venderia a droga em outros locais, inclusive na Praça Popular, localizada no bairro em que mora. 

“É uma droga elitizada, que vem sendo consumida com bastante intensidade na noite cuiabana”, afirmou. 

Geralmente, a droga era consumida mais em festas raves, com música eletrônica.

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