EM ENTREVISTA, EX-MéDICO DIZ QUE USAVA DISFARCE NO PARAGUAI
21.08.2014

O ex-médico Roger Abdelmassih, preso na terça-feira (19) em Assunção, no Paraguai, confirmou que usava disfarce durante o tempo que ficou no Paraguai para que não fosse reconhecido. A revelação foi feita em entrevista à Rádio Estadão, informa o Bom Dia São Paulo. Ele foi trazido a São Paulo nesta quarta-feira (20).

O ex-medico confirmou que no Paraguai usava disfarce para não ser reconhecido. "Eu não saía de casa sem a peruca, então, e um óculos. Quer dizer, eu ficava diferente do que eu era”, contou.

No começo da noite desta quarta-feira, Roger Abdelmassih chegou à Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo. De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Abdelmassih deu entrada no presídio às 18h45. "Ressaltamos que ele já esteve na mesma unidade de agosto a dezembro de 2009", informa nota.

Chegada a SP
Quando saiu da delegacia em Foz do Iguaçu, no Paraná, Roger Abdelmassih, respondeu se estava arrependido. “Se eu cometi erro, lógico. Se não cometi, não”, declarou.

Antes das 15h, o avião da Polícia Federal aterrissou em São Paulo. No saguão do Aeroporto de Congonhas, vítimas esperavam emocionadas. “Borracha a gente não vai passar nunca nessa história, a gente vai ficar sempre marcada, mas gente pede agora que a justiça seja feita”, disse a empresária Ivanilde Serebrenic.

Com um colete à prova de balas e escoltado pelos policiais, o ex-médico foi hostilizado durante todo o tempo. Depois de entrar no país, Roger Abdelmassih foi entregue pela Polícia Federal à Polícia Civil. E na delegacia do aeroporto foi registrado um boletim de ocorrência de captura e o ex-médico passou por exame de corpo de delito para oficializar sua prisão. Só no momento de colher as impressões digitais, Roger Abdelmassih tirou as algemas.

Durante a conversa com os policiais, o ex-médico chorou ao ser perguntado pela polícia se tem filhos, segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

‘Bem-vindo ao inferno
Além de anônimos, cinco representantes da associação de vítimas aguardavam desde o começo da tarde a chegada do prisioneiro. "Vim dar boas vindas ao inferno. Ele disse uma vez que ele era o Deus aqui na terra. E agora para onde ele vai é o inferno. Ele não é Deus lá não", disse Vanuzia Leite Lopes, criadora do grupo.

As vítimas e curiosos aguardaram perto da delegacia da Polícia Civil em Congonhas. Um cordão de isolamento foi montado para deixar um corredor livre para a passagem do preso. Algumas subiram em cadeiras para ver a passagem do ex-médico e acompanhar a movimentação policial.

Abdelmassih chegou a São Paulo escoltado pela Polícia Federal desde Foz do Iguaçu, no Paraná. Ainda por volta das 16h30, ele passava por exame de corpo de delito por peritos do Instituto Médico Legal (IML) no próprio aeroporto. Depois, seguirá para o presídio de Tremembé, no interior do estado.

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