CONFRONTO ENTRE POLíCIA E MORADORES MARCA DESPEJO EM RESIDENCIAL
05.09.2014

 

Cerca de 500 famílias que estavam morando ilegalmente no Residencial André Maggi, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), entraram em confronto com membros da Força Tática, da Polícia Militar, durante uma operação de desocupação da área, nesta quarta-feira (3). 

Os policiais tentavam cumprir um mandado de reintegração de posse e tiveram que usar bombas de gás lacrimogêneo e munição não letal, para conter os ânimos dos moradores, que resistiam à ordem judicial.

Para tentar impedir a entrada dos policiais, alguns moradores chegaram a montar uma barricada com pneus e manilhas. Além disso, ainda atearam fogo e prometiam jogar coquetéis molotovs nas casas.

“Tínhamos informações de que eles usariam arma de fogo, coquetel molotov, botijões de gás e combustível para explodir as casas. Tudo para não saírem pacificamente da área. Então, a equipe já veio preparada, e a utilização da força foi necessária para que ninguém saísse gravemente machucado”, disse ao MidiaNews o delegado Bruno Toledo, da Polícia Federal.

Por conta do confronto e resistência por parte dos invasores, alguns moradores chegaram a se ferir e tiveram de ser atendidos em unidades do Samu, que se posicionaram no entorno do residencial. 

O ato aconteceu por volta das 5h30. Além da Polícia Militar, membros da Polícia Civil e da Polícia Federal também participaram da operação.

Segundo informações de populares que presenciaram o ato, os militares faziam a frente com capacetes e escudos; os federais cercavam as casas, impedindo que os líderes fugissem. 

No total, dois homens foram detidos, após serem identificados como líderes da invasão, e outros oito que estavam com mandado de prisão em aberto fugiram em meio aos invasores. 

Durante a operação no residencial, apenas caminhões de mudanças foram liberados para transportar os pertences dos moradores.

O residencial

As casas foram do Residencial Andre Maggi foram construídas há cinco anos. No total, a Caixa Econômica Federal investiu R$ 19 milhões. 

Ainda neste mês, um levantamento deve ser feito para verificar quais reparos precisarão ser realizados nas residências. 

Em 2008, as casas começaram a ser construídas e a previsão de entrega era para 2010.

O residencial foi invadido há cerca de quatro meses e, mesmo com a Justiça tendo determinado a desocupação, as famílias permaneciam no local.

O secretário de Habitação de Rondonópolis, Mohamed Zaher, informou que os moradores desabrigados ficarão no ginásio da cidade e as crianças, no abrigo infantil. 

“Toda segurança e apoio estão garantidos. Não tem como eles ficarem em casas que não são deles. Todos serão remanejados”, disse.

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