AGêNCIA DE RISCO MOODY´S MUDA NOTA DO BRASIL DE 'ESTáVEL' PARA 'NEGATIVA'
09.09.2014

A agência de classificação de risco Moody‘s alterou na manhã desta terça-feira (9) a perspectiva do rating (nota) dos títulos do governo brasileiro: de "estável" para "negativa". Em outubro de 2013, a Moody‘s já havia 

Segundo a agência, a decisão "refletiu o risco crescente de que o contínuo baixo crescimento e a piora dos indicadores de dívida sinalizem uma redução na qualidade de crédito do Brasil e irão deflagrar uma migração em sentido declinante em seu rating de crédito".

Apesar da queda da perspectiva, a agência manteve a nota dos títulos do governo brasileiro em seu nível atual Baa2, ou seja, o país não perdeu grau de investimento.

Com o "investment grade", um mercado pode atrair grandes investidores de países desenvolvidos que, por regras dos seus estatutos, só podem investir em ativos considerados de baixo risco.

Para isso, considerou a "contínua resiliência do país a choques financeiros externos, dado seu colchão de reservas internacionais; vulnerabilidade limitada do balanço patrimonial do governo a mudanças abruptas no apetite global por risco em relação aos seus pares; e os benefícios subjacentes derivados da economia extensa e diversificada do Brasil".

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira encolheu 0,6%, na comparação com os três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no final de agosto.

O dado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2014 – que, ao ser divulgado, em maio deste ano, indicava expansão de 0,2% – foi revisado para queda de 0,2%. Com a sequência de dois trimestres seguidos de resultado negativo, configura-se um quadro que os economistas chamam de recessão técnica.

A última vez que o Brasil registrou uma recessão técnica foi no último trimestre de 2008 e primeiro de 2009, durante a crise econômica mundial.

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