AVIãO PEGANDO FOGO APóS CAIR EM BAIRRO DE CURITIBA
01.09.2014

 A leitora Vanessa Cotrim flagrou o momento em que o avião que caiu em Curitiba, na tarde de sábado (30), pegou fogo. A aeronave modelo Cessna 177 tinha acabado de decolar do Aeroporto do Bacacheri e atingiu uma residência. Das quatro pessoas que estavam no avião, três morreram.O quarto ocupante está internado em estado grave na UTI do Hospital do Trabalhador desde sábado. Vanessa estava passando de carro pelo local com uma amiga e relatou que viu o momento da queda e que tentou ajudar no incêndio. "Foi tudo muito rápido. Quando vi, as chamas já tinham tomado conta do avião. Muita gente correu para ajudar com extintores de carros, água, mas o fogo só foi controlado com a chegada dos bombeiros", disse. "Foi uma cena muito triste", acrescentou a leitora.

Os corpos do piloto Cleber Luciano Gomes, e de Silvio Roberto Romanelli, que ocupava a posição de copiloto, foram sepultados na tarde de domingo em Rolândia e Londrina, no norte do estado. O ocupante Mounir Saleh Brahim morreu na noite de domingo e será velado e sepultado no final da tarde desta segunda-feira (1º) no Cemitério Municipal de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

O monomotor era de Londrina. O proprietário disse ao G1 que a aeronave já havia realizado duas viagens no mesmo dia e que tinha passado por manutenção há pouco mais de 20 dias.

Aeronave não possui caixa preta
O responsável pelas investigações, major Eduardo Michelin, do Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), relatou que esse modelo de aeronave não possui caixa preta. Para ajudar nas investigações, os peritos da Aeronáutica recolheram peças e alguns documentos que ficaram espalhados pelo local. A equipe trabalha com a hipótese de problema no motor ou falha humana.

"Vamos analisar diversas coisas, desde o testemunho de pessoas que viram a aeronave caindo, pois alguns moradores disseram que a hélice não estava funcionando, o peso do avião, o tipo de combustível utilizado até se de repente o piloto errou”, diz o major. “Só depois da análise das peças é que poderemos cravar um motivo, por enquanto, todas as hipóteses serão consideradas”, explica Michelin.

Segundo o tenente coronel Marcos Santos, do Cindacta II, o monomotor foi fabricado para suportar diversas viagens em um só dia.  Como o avião passou por manutenção, o tenente coronel do Cindacta II alega que as investigações devem apurar, inclusive, como esse serviço foi realizado. “É preciso analisar qual foi a empresa que fez a manutenção, quem foi o responsável e se o trabalho foi realizado corretamente. Se de repente confirmar que a queda foi provocada por falha no motor, possivelmente a revisão foi falha”, alega.

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