TCE APONTA QUE VIADUTO DA SEFAZ CAIRIA E OBRA SERá ESCORADA
02.09.2014

Se não fosse fechado, o viaduto da Sefaz – Jamil Boutros Nadaf – iria cair. A afirmação foi feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) que resolveu intensificar a fiscalização das obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense. Em relatório entregue pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) foram identificadas diversas patologias graves. O elevado será escorado por precaução.

Os estudos apresentados pela Secopa ao TCE apontaram diversas falhas graves na estrutura do viaduto. Na estrutura tipo caixão do elevado “verificou-se que a armadura longitudinal não atende ás solicitações mais críticas de torção. A armadura existente correspondente a 195 centímetros cúbicos de ferragem, quando a necessária seria de 330 centímetros. Também não se observou normas da ABNT”, revelou uma análise preliminar do tribunal sobre as informações repassadas.

Há ainda falhas nos blocos de fundações do viaduto. As armaduras superiores de flexão estão aquém das mínimas previstas nas normas da ABNT. O conserto exigirá acréscimo de concreto e aço em blocos de fundações e reparos (reforço) na armadura longitudinal, com uso de fibra de carbono e cordoalhas protendidas. Estima-se que sejam necessários pelo menos quatro meses para que tudo esteja pronto.

O tribunal ainda mandou que fosse colocada uma escora para evitar que o elevado venha abaixo. Ainda segundo o TCE, se a estrutura não fosse interditada certamente poderia cair. “Nós temos agido com prudência e cautela e temos contribuído para que as obras sejam concluídas. Mas faltou pulso firme para o Governo do Estado cobrar das empresas responsáveis”, pontuou ao Olhar Copa o conselheiro do TCE, Antônio Joaquim.

Ficou determinado que a Secopa contrate uma empresa em até 15 dias para verificar o estado e a qualidade das obras. Após isto feito, a pasta terá 30 dias para apresentar os resultados desta análise. “De fato não houve o recebimento formal das obras pelo Estado. O próprio secretário Maurício admitiu que o Estado não está pronto”, assertivou o conselheiro.

“Foi necessária uma reação enérgica para recuperar a confiança da população. As pessoas estão assustadas e tem dúvidas sobre a qualidade destas obras. A falta de transparência, de informações traz isso e gera pânico na cidade. Se eles têm estes estudos, deviam ter assumido no início os erros e a insegurança dos moradores seria menor”, afirmou o conselheiro.

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