SEM MAGGI NA DISPUTA, BASE DE DILMA PODE RACHAR EM MT
05.05.2014

A esperança da base governista para manter unidos os 12 partidos que querem oferecer palanque para a reeleição de Dilma Rousseff (PT) em Mato Grosso era lançar o senador Blairo Maggi (PR) como candidato a governador.

Apesar de ele ter novamente negado o projeto eleitoral e considerar a decisão como definitiva , e o grupo contar com outros três pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, o ex-governador continua sendo visto como única possibilidade de manter a unidade do denominado “blocão”.

Maggi saiu bem avaliado do Governo, em duas ocasiões, foi o senador mais votado em 2010, lidera as pesquisas de intenção de votos e é visto pela maioria dos aliados como o único capaz de fazer frente ao virtual candidato da oposição, o também senador Pedro Taques (PDT).

No entanto, na semana passada, ele disse que, de uma vez todas, não vai entrar na disputa majoritária pela terceira vez.

Por outro lado, os três nomes disponíveis para a disputa na base governista – o vice-governador Chico Daltro (PSD), o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) e o ex-vereador Lúdio Cabral (PT) – não conseguiriam, sozinhos, agregar apoio suficiente.

Sem Maggi, se desenha um “racha” no bloco, que hoje tem 12 siglas: PT, PMDB, PR, PSD, PROS, PC do B, PP, PSC, PRP, PEN, PSL e PTC.

Em visita a Cuiabá, no mês passado, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi acompanhada por diversos políticos aliados – inclusive, o produtor rural Eraí Maggi (PP), primo de Blairo, que é um dos que fazem questão de estar no palanque da presidente.

Em clima de pré-campanha, Dilma discursou para plateias de estudantes e de beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida, e não poupou elogios ao governador Silval Barbosa (PMDB).

Segundo informações, ela mesma teria pedido ao governador que providenciasse uma aliança forte para sustentar sua campanha de reeleição, pois não pretendia subir em mais de um palanque aqui no Estado, e nem pedir votos a mais de um candidato a governador.

No cenário atual, porém, ela não conseguiria manter sua base unida, e teria mais de um candidato pedindo votos para ela.

Pré-candidatos

Entre os três pré-candidatos da base, o mais bem colocado nas pesquisas é o petista Lúdio Cabral.

Depois de encarar o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2012, o ex-vereador Lúdio saiu com "recall" eleitoral.

Ele possui bom trânsito nas bases e em siglas como PMDB e Pros.

Porém, ele é visto como inexperiente para um cargo executivo e seu nome enfrenta resistência de pesos-pesados do grupo – entre eles, o próprio Blairo Maggi.

Já o ex-juiz Julier Sebastião é visto como dono de um bom perfil para combater Taques.

A carreira no Judiciário, a atuação conjunta dos dois no combate ao crime organizado e a prisão de João Arcanjo Ribeiro transformam Julier em um "espelho" do ex-procurador, que, na avaliação de alguns membros do grupo, teria capacidade de ofuscar o adversário.

O histórico de juiz linha-dura de Julier, que é seu maior trunfo político, é também o que o limita

Muitos do bloco, e do próprio PMDB resistem em apoiá-lo, após decisões que prejudicaram os próprios ou aliados políticos – Julier chegou a mandar alguns deles para a cadeia.

O vice-governador Chico Daltro, por sua vez, é avaliado como um bom administrador, especialmente após sua passagem pelo comando da Secretaria de Estado de Cidades (Secid

Porém, faltam a ele carisma e articulação política.

No cenário atual, a única unanimidade ainda é Maggi.

Os outros, porém, têm até 30 de junho para tentar agregar o maior apoio possível e, se não for possível a unidade, eles tentarão obter, ao menos, apoios estratégicos para se consolidarem como candidatos.

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