SECOPA APRESENTA ESTUDO E PROPõE TARIFA DE R$ 2,99 PARA O VLT
25.09.2014

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) apresentou ao Conselho de Desenvolvimento Metropolitano (Codem-VRC), nesta semana, o Estudo do Modelo de Operação e Delegação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

No documento, a tarifa sugerida para o modal é de R$ 2,99 - quase quatro vezes superior ao estimado em 2011, quando da escolha do sistema de transporte coletivo urbano.

O valor é baseado no fluxo de até 350 usuários de transporte coletivo das duas cidades diariamente.

O preço foi finalmente revelado pela pasta, após a Controladoria-Geral da União (CGU) emitir uma nota técnica destacando que a operação o trem seria “deficitária”, e que a escolha do Governo do Estado foi “equivocada”, podendo gerar “impactos negativos ao erário”.

"O atual Sistema VLT Cuiabá – Várzea Grande, contratado e em implementação, é deficitário, necessitando para sua plena operação, complementação de recursos, tal como a possível utilização de subsídio público", afirma a CGU. 

Segundo a nota técnica do órgão, o valor de praticamente R$ 3 apontado pelo estudo atual para a tarifa média do sistema de transporte coletivo (ônibus e VLT), ainda que apresentando cobertura integral dos custos de integração da rede, tem como base os custos de dezembro de 2012, e demonstram a importância do veículo ser tratado de forma integrada, e não isolada.

Isso porque, a tarifa isolada do VLT, segundo os custos atuais, seria de R$ 3,89, conforme a nota técnica, enquanto as dos ônibus (de Cuiabá, Várzea Grande e rede intermunicipal), quando somados, têm média de R$ 2,70.

“Estes resultados, bem como toda a análise realizada no estudo, apontam para a necessidade de que a exploração e a prestação do serviço de transporte coletivo do VLT sejam tratadas, devido a seu caráter deficitário, obrigatoriamente em rede, isto é, não pode ser vista como uma operação separada do conjunto da rede integrada”, diz trecho do documento.

VLT x BRT

A CGU destaca que os valores apresentados no estudo atual do VLT, comparados ao estudo apresentado em 2011 e referendado pelo Ministério das Cidades – quando da aprovação da escolha do modal para Cuiabá –, são “bem superiores aos estimados anteriormente”.

“Comparativamente, observa-se que o estudo apresentado pelo Ofício n.º198/DP/Agecopa/2011, referendado por meio da Nota Técnica nº123/2011/DEMOB/SeMOB/MCidades, subdimensiona os custos operacionais e o valor da tarifa do VLT. No estudo apresentado pelo Ofício n°618/GS/Secopa/2014 os custos operacionais e o valor da tarifa do VLT são bem superiores aos estimados anteriormente e, também, em relação aos custos operacionais e o valor da tarifa do BRT”, diz outro trecho do documento.

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