GOVERNO CRIA GRUPO PARA AVALIAR PNAD E IDENTIFICAR 'NECESSIDADE DE REVISãO'
23.09.2014

O governo federal publicou nesta terça-feira (23) no "Diário Oficial da União" a criação de uma comissão para avaliar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e identificar "eventual necessidade de revisão" nos dados. Na última sexta (19), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) admitiu "erros graves" na Pnad que havia sido divulgada na quinta e que afetaram dados relativos a desigualdade social e analfabetismo.

A comissão, segundo o governo, é formada por cinco especialistas: Claudio Dedecca, Diana Sawyer, Gustavo Gonzaga, Eduardo Luiz Rios Neto e Maria Paula Ferreira.

A ministra Miriam Belchior, do Planejamento, já havia anunciado no fim de semana a criação da Comissão e Especialistas para Avaliação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013. No texto em que cria o grupo, o governo diz que, entre os objetivos da comissão, além de o apontar eventuais erros, está o de "colaborar com a Administração Pública na sugestão de medidas gerenciais, processuais, tecnológicas e operacionais para prevenir ocorrência de revisão de dados".

A comissão, ligada ao Ministério do Planejamento, terá dois meses para apresentar resultados, mas esse prazo pode ser prorrogado pela ministra.

Miriam também havia anunciado a criação de uma comissão de sindicância para identificar os responsáveis pelos erros nos dados da Pnad. De acordo com o Ministério do Planejamento, essa comissão ainda não foi criada.

‘Erros graves‘
A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, pediu desculpas por erros "extremamente graves" durante entrevista coletiva no Rio, na sexta (19). O problema foi identificado nos dados das regiões metropolitanas de sete estados brasileiros.

O equívoco afetou diversos índices divulgados, como analfabetismo e o índice de Gini, que calcula o nível de desigualdade no país. O valor desse índice varia de zero (a perfeita igualdade) até um (a desigualdade máxima).

Segundo o IBGE, a desigualdade de renda proveniente do trabalho diminuiu em vez de aumentar, como primeiramente constava na pesquisa divulgada. Na quinta foi informado que o índice foi de 0,496 (em 2012) para 0,498 (em 2013). Mas o número correto, segundo o IBGE, é de 0,495.

O índice de analfabetismo caiu de 8,7%, em 2012, para 8,5% em 2013 - e não 8,3% como primeiramente informado. O número médio de anos de estudo dos brasileiros com dez ou mais anos de idade aumentou de 7,5 para 7,6.

Os números corretos da divisão da população entre sexos são de 51,4% (mulheres) e 48,6% (homens).

A taxa de desocupação foi mantida em 6,5%, como originalmente informado, uma alta em relação a 2012 que era de 6,1%. Mas o aumento da população desocupada, segundo o anúncio do IBGE, foi menor: não era 7,2% e sim 6,3%. São 6,6 milhões de pessoas desocupadas.

Também houve correção sobre a queda de emprego de jovens entre 5 e 17 anos. O dado correto é de 10,6%.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade