OBRA DO VLT EM TRECHO DA AV. DO CPA DEVE INICIAR Só EM 2015
23.09.2014

Responsável pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Cuiabá, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande disse estar enfrentando alguns “empecilhos” para dar continuidade às obras no eixo 2 do modal, que liga a região do Coxipó ao Centro da Capital, e que irá retomar algumas etapas do projeto apenas em 2015.

O eixo 2 compreende a implantação da via permanente nas avenidas Fernando Corrêa da Costa e Coronel Escolástico, mas muito pouco foi feito nas duas vias, sendo os trabalhos resumidos a montagem dos canteiros e início das obras do Viaduto da Beira-Rio e das pontes sobre o Rio Coxipó e a retirada de árvores de parte do canteiro central.

“Na linha 2, há alguns empecilhos para a continuidade de algumas obras, como as desapropriações em alguns trechos importantes”, afirmou o consórcio construtor, por meio de sua assessoria.

 

"Na linha 2, há alguns empecilhos para a continuidade de algumas obras, como as desapropriações em alguns trechos importantes"

Além disso, a empresa disse que que os trabalhos na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, próximo ao Supermercado Comper – que integram o eixo 1 da obra – deverão ser retomadas apenas em 2015.

“As obras da trincheira Luis Felipe e Trigo de Loureiro serão retomadas no próximo ano”, disse o consórcio, em nota encaminhada ao site.

Prazo e prioridade


Orçada em R$ 1,477 bilhão, a obra do VLT já sofreu um aditivo de prazo – quando teve sua conclusão adiada de 13 de março passado para dezembro deste ano – e deve sofrer uma nova alteração no tempo de execução, uma vez que os últimos três meses do ano não são suficientes para a finalização da obra.

Iniciada em agosto de 2012, a obra teve os esforços concentrados no eixo 1 – o mais longo – que liga o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao CPA, na Capital.

 

"O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande está executando várias atividades ao longo do trajeto, mas os trabalhos estão mais concentrados no trecho entre o Centro de Manutenções e o Porto"

De acordo com o consórcio, esse trecho continua sendo a prioridade no contrato.

“O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande está executando várias atividades ao longo do trajeto, mas os trabalhos estão mais concentrados no trecho entre o Centro de Manutenções e o Porto”, disse.

As empreiteiras afirmaram que também estão trabalhando na conclusão do Centro de Manutenção do VLT – localizado na antiga Vila Militar, ao lado do aeroporto –, com a construção das edificações, implantação dos trilhos e da rede aérea do trem.

Segundo o consórcio, o avanço da obra na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) depende de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que ainda não teria liberado as atividades de sobreposição ao canal da Prainha.

A obra


O Consórcio VLT é formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda, que já recebeu R$ 896 milhões pela obra – grande parte referente à construção dos vagões e trilhos da obra, não a percentual efetivamente concluído.

Ao todo, o metrô de superfície percorrerá 22,2 km, divididos em dois eixos, que também irão receber terminais, estações e obras de arte (viadutos, trincheiras e pontes).

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade