JUíZA INVESTIGADA QUER AFASTAR DESEMBARGADORA DE RELATORIA DO PAD; TRT JULGA PEDIDO NESTA QUINTA
22.10.2014

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) julga, nesta quinta-feira (23), a partir das 9 horas, uma excessão de suspeição impetrada pela juíza Carla Reita Faria Leal, que tenta afastar a desembargadora Eliney Veloso da relatoria do processo administrativo disciplinar que responde perante a Corte.

 

A magistrada é suspeita de fraudar uma transação comercial com o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), para burlar a vedação legal que teria para arrematar um apartamento de luxo localizado região da Praça Popular, zona nobre da capital de Mato Grosso. A denúncia foi feita pelo Isso É Notícia, no ano passado.

 

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Divulgação

Juíza Carla Reita Faria Leal TRT

Juíza Carla Reita Faria Leal

Para se defender, a juíza contratou o escritório de advocacia Gahyva Martins, que pertence à esposa do governador eleito Pedro Taques (PDT).

 

Nos bastidores, a informação é de que a magistrada tenta afastar Eliney Veloso da relatoria porque a desembargadora adotou “linha dura” no PAD contra Reita.

 

Veloso determinou, por exemplo, que a Advocacia-geral da União entrasse judicialmente contra Carla para obrigar a magistrada a entregar a comprovação bancária de um suposto empréstimo que ela teria feito a Mauro Mendes antes do arremate do apartamento. O imóvel, segundo ela, teria sido o pagamento pelo empréstimo. Carla é casada com o secretário municipal de Gestão, Pascoal Santullo Neto, que também é ex-sócio e amigo íntimo do prefeito.

 

Mas, apesar de ter apresentado um documento da Receita Federal mostrando o empréstimo na sindicância preliminar instaurada pelo TRT após as primeiras denúncias, ela se recusou a entregar o extrato bancário que confirmaria a existência do empréstimo. A cobertura de 422 metros quadrados de alto padrão foi arrematado por R$ 300 mil – bem abaixo dos praticados pelo mercado - por Mauro e depois repassado a juíza.

 

Juiz manda quebrar sigilo e aponta falsificação

 

O juiz César Augusto Bearsi, da 3ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá, determiou a quebra de sigilo da magistrada. Em sua decisão, ele argumentou que a resistência da juíza em comprovar o empréstimo com a quebra do sigilo, sugere que o documento fiscal apresentado por ter sido falsificado.

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