DEPOIS DE ESFAQUEADO, VíTIMA TEM BOCA TAMPADA COM CAMISA E CORPO é ACHADO APóS 24 HORAS
29.10.2014

Célio José do Carmo, de 42 anos, foi encontrado morto na noite de terça-feira (28), 24 horas após o crime. O corpo da vítima estava no imóvel onde ele residia no Jardim Los Angeles, região sul de Capital. O caso foi registrado, como homicídio qualificado por emboscada, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), de Vila Piratininga, também área sul.

 

O responsável pelo crime foi identificado como Claudio Conceição Salvador, de 22 anos, que era colega de trabalho da vítima e morava com ele. O crime teria ocorrido após uma briga entre os amigos.

 

Desconfiança

 

Com o sumiço de Célio, a irmã resolveu procurá-lo e ao chegar ao imóvel, viu a vítima morta. Ele tinha sete facadas na nuca e uma no rosto, logo abaixo dos lábios. Dentro da boca dele havia uma camisa.

 

A irmã da vítima disse que Célio tinha dois empregos, sendo um das 8  às 14 horas, e outro em uma borracharia das 14 às 23 horas. Disse também que ele era homossexual e tinha costume de levar homens para a casa ou mesmo convidá-los para morar juntos.

 

O caso foi denunciado à polícia. O suspeito de ter cometido o assassinato era Claudio, que morava com ele e havia sumido. Ele estava em uma borracharia que fica na saída da cidade, onde havia pedido emprego, porém foi delatado.

 

Com a prisão dele, durante a madrugada desta quarta-feira (29). Claudio acabou confessando o crime e informou onde estava a faca usada. O objeto foi encontrado atrás do cesto de lixo do banheiro.

 

Briga

 

Claudio disse que estava fumando maconha no imóvel, quando a vítima chegou e pediu o entorpecente. Ele afirmou que havia acabado, com isso, Célio bateu na cara dele e disse que ele não era homem.

 

Revoltado, Claudio procurou por uma faca com ponta na cozinha e atraiu a vítima até o corredor, onde instigou Célio a dar outro tapa. A vítima foi ao encontro do colega e ao tentar bater nele, foi surpreendido com um golpe ‘mata leão’.

 

Célio foi arrastado até o quarto e jogado na cama de bruço. Claudio imobilizou a vítima com os joelhos e desferiu os golpes. Em seguida, virou o rosto dele para saber se havia morrido. Como percebeu que o colega estava respirando, colocou a peça de roupa na boca dele.

 

Depois, tomou banho, assistiu televisão e foi dormir. Pela manhã, arrumou a mochila com as roupas e foi embora do local. Claudio afirmou que agiu de tal maneira por conta do uso de drogas e porque estava com raiva.

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