LADRãO QUE AJUDOU A EXPLODIR AGêNCIA BANCáRIA é CONDENADO A 20 ANOS DE PRISãO
30.10.2014

O assaltante João Rodrigues do Nascimento Júnior, conhecido como ‘Gordo do Irerê’ foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão, além de 176 dias-multa pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Vara Especializada Contra o Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica e Administração Pública de Cuiabá. Ele é acusado de integrar um grupo que praticava assaltos a banco em agências do interior, na modalidade conhecida como ‘Novo Cangaço’. 

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De acordo com assessoria do TJ, ele participou de um assalto na cidade de Canarana (distante 823 km a leste de Cuiabá) no dia 3 de abril de 2012. No assalto foram roubados cerca de R$ 51 mil. 

O grupo, de acordo com o processo, é acusado de porte ilegal de artefato explosivo, explosão qualificada, roubo dupla e triplamente qualificado, além de sequestro e porte/posse de arma de fogo de uso proibido e permitido.

Segundo consta nos autos, e oito criminosos fortemente armados invadiram a cidade, sequestraram moradores, dois policiais militares e roubaram suas armas. As pessoas foram utilizadas como escudos humanos para que os ladrões conseguissem roubar o Banco do Brasil. O grupo utilizou dinamite para acesso ao interior da agência. Durante a fuga, os assaltantes soltaram os reféns e atearam fogo a um dos carros utilizados no roubo.

A magistrada ressaltou que o grupo é composto por pessoas de várias regiões do país. O acusado morava em Dourado, interior da Bahia, onde, exercia cargo público na Prefeitura Municipal. Ele e alguns comparsas foram presos em 30 de maio de 2012, em Chorrochó, distante mais de 500 quilômetros de onde morava. Estava com armas de fogo de grosso calibre e muita munição, idênticas às empregadas na ação em Canarana. A polícia suspeitou que na oportunidade o grupo se preparava para assaltar agência bancária na região.

O relatório policial indicou ainda que o acusado dirigiu o mesmo veículo de sua propriedade, utilizado no roubo em datas anteriores, ao que tudo indica, efetuando o levantamento de informações no local. Isso foi comprovado por fotografia emitida em decorrência de multa aplicada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e também saques em sua conta bancária em terminais da região. Também ficou confirmado por laudo pericial a utilização de dinamite ou artefato semelhante, o que expôs a perigo de morte várias pessoas e comprometeu a estrutura física de prédio público.

A defesa requereu a nulidade absoluta da ação penal, por supostamente não ter sido oportunizado ao acusado o seu direito constitucional a ampla defesa, bem como a nulidade absoluta do feito desde a oitiva das testemunhas, o que foi negado pela magistrada. Ainda cabe recurso da decisão.

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