AUTORIDADES TINHAM PLANO ATé DE MATAR ASSENTADOS NO NORTE, DIZ PF
02.12.2014

Investigações da Polícia Federal apontaram que autoridades da região de Itanhangá se uniam com o plano de assassinar os assentados e testemunhas do caso Antônio Fonseca e Dirceu Capeleto para “resolver o problema de assentamento no município”.  O vereador Daniel Orzechovsk (PSC) teria revelado o plano em um diálogo com o vice-prefeito do município, Rui Schenkel, o Rui do Cerradão (PR), do qual também participou o empresário da região, Hélio Fachineli, de que era preciso matar os assentados e testemunhas do caso Antônio Fonsenca e Dirceu Capeleto 

O parlamentar está no "segundo escalão" da organização criminosa suspeita de fraudar documentos para se apropriar de terras da União destinadas à reforma agrária. Rui e Fachineli tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal e seguem detidos no centro de detenção de Cuiabá. 

A informação está  na sentença do juiz federal de Diamantino, Fabio Henrique Moraes Fiorenza. De acordo com o inquérito, a Polícia Federal diz que o vereador ameaçou também o sindicalista rural de Tapurah, José Ferreira da Silva.

Zé Ferreira, como é conhecido, revela que ficou sabendo da ameaça numa conversa no escritório do advogado Nestor. Na ocasião, Daniel chegou ao local e admitiu a ameaça de morte às três pessoas (Antônio, Dirceu e Zé).

A PF suspeita que o parlamentar supostamente se aliava com sindicato rural e prefeitura para beneficiar as empresa Tulha. Em depoimento ao MPF, Daniel confirmou que é beneficiário de 1 lote, sua irmã Alais Orzechovsk e o marido dela, José Sobrinho Oliniky, que está preso por associação ao tráfico de drogas, possuem um lote cada.

Questionado em relação à concentração fundiária em nome de poucos fazendeiros e empresários, Daniel declarou em depoimento a PF que ouvia ouviu boatos de que Élio Faquinello possuia 44 lotes. Já em relação às ameaças de morte, o vereador nega "alegando ser homem de bem, evangélico e vereador”, diz trecho do documento.

Diante da apuração policial, o magistrado vê indícios suficientes da participação de Daniel na organização criminosa pelos crimes de corrupção ativa, fraudes diversas, ameaças, além do crime de invasão de terras públicas. Por conta disso, a prisão preventiva foi decretada a fim de evitar que o investigado “prejudique instrução criminal destruindo ou extinguindo provas; bem como diante de disposição para realizar intimidações, ameaçando testemunhas ou outros integrantes da organização criminosa para não o comprometer”.

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