DESTINO DE GAROTA LEVADA DE CUIABá Há DOIS ANOS SERá DECIDIDO PELA JUSTIçA ITALIANA
20.01.2015

A Justiça italiana deverá decidir se a garota Ida Verônica Feliz, 10 anos, que estava desaparecida de Cuiabá desde abril de 2013 voltará para a capital mato-grossense. A menina foi encontrada na cidade de Cassola, Região de Vicenza, interior da Itália. Ela havia sido sequestrado, possivelmente, a mando dos pais biológicos. Antes de ser levada, ela morava com sua família adotiva.

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A assessoria de imprensa da Polícia Federal (PF) informou ao Olhar Direto que ainda é cedo para dizer quais serão os próximos passos e o que irá acontecer. Porém, explicou que nestes casos é a Justiça da Itália quem decidirá se Ida Verônica retornará para Cuiabá ou se ficará com os pais biológicos no país europeu.
 
Também foi informado que a Justiça de Mato Grosso deverá ser consultada sobre o assunto e participará do processo. Porém, o caso ainda deve demorar a ser resolvido já que há muita burocracia envolvida. O retorno de Ida para Cuiabá é considerado improvável, embora possível.
 
A assessoria de imprensa da Polícia Civil também informou à reportagem que a intenção seria denunciar os criminosos por sequestro, porém, a promotora de Justiça, Fânia Helena de Oliveira Amorim, decidiu tratar o caso como subtração de incapaz. As investigações estavam sendo feitas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A última informação antes de Ida ser localizada, era de que ela estava na República Dominicana, país de origem da mãe biológica, e teria tirado passaporte italiano.
 
Buscas
 
A Polícia Federal atuou nas buscas auxiliando as autoridades italianas com informações sobre a menina. Desde então, uma série de diligências foram feitas para tentar localizar Ida. Ela foi encontrada na cidade de Cassola, na Itália, residindo com seus pais biológicos e, inclusive, já havia recebido um novo nome.
 
O caso
 
Ida Verônica teria sido seqüestrada  em 26 de abril de 2013, quando estava na casa de sua tia. O local foi invadido por dois homens armados, que pediram água e quando avistaram a menina dentro da casa, acabaram raptando-a. Desde então, a menina vinha sendo procurada pela Interpol, e somente nesta segunda-feira (19) foi localizada pelos agentes internacionais.
 
“A menina foi entregue pela mãe biológica aos pais adotivos quando ela tinha apenas 3 meses. Os pais biológicos foram presos logo depois por tráfico internacional de drogas. A menina viveu aqui no Brasil por mais de 8 anos com a família adotiva, não tendo nunca recebido visitas dos pais biológicos. A única família que ela conheceu de verdade foi a adotiva”,  explicou o delegado Flávio Stringuetta, profundo conhecedor do caso.

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