SILVAL, JOSé RIVA E SéRGIO RICARDO, 3 DOS 37 SUSPEITOS DE CRIMES CONTRA O ERáRIO
19.01.2015

Investigados pela Operação Ararath, o ex-governador Silval Barbosa, o deputado José Geraldo Riva, o conselheiro do TCE e ex-deputado Sérgio Ricado, o ex-secretário de Fazenda e Casa Civil Éder Moraes, entre empresários (nomes em sigilo por lei), ao todo, tiveram R$ 449,3 milhões e bens bloqueados pela Justiça, por decisão do juiz  Luis Fernando Voto Kirche, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular. A decisão saiu dia 21 de dezembro passado, mas só agora foi publicada no Diário Oficial da Justiça. 

A decisão atinge 37 réus, políticos com mandato e sem mandato, empresários, donos de factorings e advogados, todos investigados pela Polícia Federal nas operações Ararath, e pelo Grupo de Ação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e Delegacia Fazendária (Defaz), com a Operação Extra, que teve cinco edições. A decisão já foi encaminhada ao Banco Central e as autoridades investigam e rastreiam outras contas, incluindo no Exterior. Riva e Silval, assim como Sérgio Ricardo, Éder Moraes, são acusados de fraudes, desvios, licitações combinadas e forjadas, e toda uma gama de crimes financeiros contra o erário. 

Só José Riva (PSD) teve bloqueio de  mais de R$ 62 milhões em bens bloqueados,. Já o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), cujo bloqueio pode chegar aos R$ 12 milhões. Os crimes que são imputados ao conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo, aconteceu, segundo a polícia, na sua gestão como presidente da Assembleia Legislativa, configurados em fraudes que aconteciam em licitações de produtos, gráficas, papelarias e produtos de informática, que, eram pagos mas  não eram entregues. Esses crimes, diz a polícia, aconteceram entre 2005 e 2009, durante as gestões dos dois na AL.

O esquema  funciona assim: o dinheiro referente ao pagamento dessas mercadorias era depositado nas contas bancárias das empresas e depois sacado na ‘boca do caixa’ pelos representantes dessas companhias. Em espécie, a quantia era entregue para uma pessoa de confiança do deputado José Riva, pelo menos é assim que os agentes federais e o Ministério Público descrevem.

O magistrado destaca na sua decisão que “(...)As irregularidades foram confirmadas. "Os inúmeros depoimentos que não irei transcrever no presente caso e que se encontram nos autos confirmam a versão prestada pelo Ministério Público, que apontado pela presença dos requisitos necessários para a concessão da liminar; mas, que de uma forma global confirmam os fatos ora aqui apontados".

No esquema que envolve o ex-governador Silval Barbosa, numa das suas ações fraudulentas e criminosas, esquema envolvia empréstimo e repasses ilegais de dinheiro do Estado por meio das empresas, que agiam na forma de agiotagem, entre elas a Globo Fomento, de propriedade de Gercino Marcelino Mendonça, o Júnior Mendonça, e um escritório de advocacia. Nenhum dos denunciados foi encontrado para se manifestar a respeito da decisão

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