BANCO HSBC REALIZOU NEGóCIOS COM TRAFICANTES E DITADORES, SEGUNDO REPORTAGEM
09.02.2015

O banco HSBC, por meio da sua filial na Suíça, teria recebido quantias que passam de US$ 100 bilhões em negócios feitos com clientes traficantes de armas na África, ditadores de vários países, contrabandistas de diamantes, entre outros tipos de criminosos mundiais.

As informações são de uma pesquisa feita por jornalistas de 45 países, publicada pelo ICIJ, um consórcio internacional de jornalistas investigativos.

Os arquivos vazados são relativos a contas que somam a quantia superior a R$ 277 bilhões (US$ 100 bi). As informações foram obtidas pelos jornalistas por meio do jornal francês Le Monde. Os documentos ainda mostram movimentações pessoais de jogadores de futebol, tenistas, roqueiros, atores de Hollywood, membros da realeza, políticos, executivos de multinacionais e famílias tradicionais.

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Em nota ao consórcio, o HSBC divulgou que alterou o foco dos negócios deste segmento, e que reduziu sua base de clientes em quase 70% desde 2007. O banco também admitiu saber que essa cultura de fazer vista grossa quanto à origem do dinheiro foi maior antigamente.

"Os padrões eram significativamente menores que hoje em dia", diz a nota do banco.

Personalidades

A investigação sobre as transações bancárias da filial suíça do HSBC revelou que várias personalidades mundiais tiveram ajuda para cometer fraude fiscal. A denúncia publicada pelo jornal francês Le Monde afirma que esse foi um trabalho inédito e que envolve cifras milionárias.

O periódico mostrou que 180,6 bilhões de euros transitaram em Genebra nas contas de 100 mil clientes e de 20 mil empresas offshore entre os dias 9 de novembro de 2006 e 31 de março em 2007. O período corresponde àquele chamado de lista Falcioni, o arquivo de informação francês que fornece ao Fisco os dados de milhões de evasores e que foi corrompido por hackers. Outros 5,7 milhões de euros foram dissimulados pelo HSBC em paraísos fiscais.

Os famosos que pertencem ao esquema, segunda a publicação, são o ator John Malkovich e Gad Elmaleh -—marido de Charlotte, filha da princesa de Mônaco, Carolina — e o rei do Marrocos, Mohamed 6º.

Já o jornal italiano La Repubblica afirma que 7.000 italianos estão envolvidos no esquema e cita outros famosos investigados: a modelo Elle MacPherson, o ator Christian Slater, o músico Phil Collins, a cantora Tina Turner, o estilista Valentino Garavani, o empresário Flávio Briatore e o piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso.

Segundo os detalhes revelados pela imprensa internacional, a denúncia analisou dados dos clientes com informações obtidas em Washington, Bruxelas, Genebra e Paris. 

O HSBC Private Bank e as autoridades políticas e judiciárias suíças contestam desde o início essa investigação da Justiça francesa. De acordo com eles, esses dados estão sendo usados de maneira ilícita e são provenientes de um furto.

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