AGENTES PRISIONAIS ENCONTRAM DVDS, VIAGRA E COCAíNA EM CELAS
12.02.2015

 

A operação na cadeia de Nova Mutum aconteceu após a fuga de 27 detentos, no último dia 5. 

 

 

Revista na Cadeia Pública de Nova Mutum revelou que presos tinham muitas regalias.

Os agentes penitenciários realizaram uma nova "varredura" na Cadeia Pública de Nova Mutum (264 km de Cuiabá), nesta semana, e apreenderam uma série de itens que são proibidos pelo sistema penitenciário, como sanduicheiras, aparelhos de DVD e até medicamentos para estímulo sexual.

A revista aconteceu na tarde de terça-feira (10) e foi a segunda, desde a fuga de 27 detentos, após dois agentes serem dopados por duas mulheres, no último dia 5.

De acordo novo diretor da cadeia, Antônio Lima, nomeado pelo governador Pedro Taques após o episódio, a revista ocorreu durante três horas nas celas externas, que não haviam sido vistoriadas na semana passada.

Os 93 reeducandos que cumprem pena no local foram retirados das celas e ficaram no pátio da unidade prisional, enquanto era feita a vistoria realizada pelos agentes, em conjunto com o Setor de Operações Especiais (SOE), na ação denominada de “Choque de Ordem”.

“Encontrei vários itens como DVDs, sanduicheira, comprimidos Viagra, pomada para a ereção, estilingue, substância análoga à pasta base de cocaína, dinheiro em espécie e moedas, muitas moedas, carregadores de celular, caixas de leite, cuia de chimarrão... Era muita coisa”, disse Lima.

Ainda não há informações oficiais sobre como os produtos entraram na cadeia. Contudo, as investigações já estão sendo conduzidas pela delegada do município, Angelina Ferreira, que colhe depoimentos dos presos sobre a suposta facilitação na entrada de drogas e outros objetos dentro da unidade.

“Não tenho, oficialmente, o conhecimento de como isso entrou na cadeia, as investigações estão em instâncias superiores”, afirmou o diretor.

Agora, segundo Antonio Lima, a determinação é restabelecer a ordem na cadeia e cumprir com todas as normas previstas na Lei de Execução Penal. 

 

Divulgação

Vistoria apontou que presos da Cadeia de Nova Mutum tinham regalias

 



“Implantar o procedimento profissional padrão, que é o procedimento da Sejudh, normas baseadas na Lei de Execução Penal, dando ao preso apenas os benefícios que é de direito dele. Vamos cortar regalias”, afirmou.

Por isso, as visitas estão suspensas e os familiares dos detentos terão de refazer um novo cadastro na unidade, uma vez que as revistas aos visitantes serão realizadas com mais rigor, conforme o diretor.

“A partir de agora, não haverá mais regalias para nenhum reeducando. Tudo que nós fizermos aqui será de acordo com as normas do sistema penitenciário”, completou Lima.

Busca anterior

Durante a revista na semana passada, os agentes localizaram 12 trouxas de pasta base de cocaína, nove celulares, meio tablete de maconha e vários objetos de fabricação artesanal.

Até o momento, foram 12 recapturados e 15 continuam foragidos, mas a operação conjunta entre Policia Militar, Policia Civil, Soe, e Policia Rodoviária Federal para recapturar todos os 27 fugitivos permanece.

O caso

Segundo a delegada Angelina Ferreira, duas mulheres - sendo uma delas namorada de um detento - foram até a cadeia com bebidas alcoólicas para o companheiro preso e, depois, ficaram na frente da unidade conversando com os agentes.

Os servidores foram dopados com alguma substância, que a perícia está analisando, segundo a delegada. 

“O plano era seduzi-los. Elas deram algo para os agentes beberem e, depois, abriram a grade central de acesso às celas internas”, explicou. 

O autor do plano seria o detento Bruno Ojeda Amorim, que responde por crimes de roubo, tentativa de homicídio, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.

Com a chave repassada pela namorada, ele abriu as cinco celas da unidade e possibilitou a fuga de 27 reeducandos. 
A delegada disse que as duas mulheres já foram identificadas pelo circuito interno da cadeia.

O diretor e os dois agentes penitenciários envolvidos no caso responderão por facilitação qualificada de fuga, sob sua custódia, e peculato culposo pela subtração de armamento da cadeia. 

Os três foram transferidos para a Cadeia Pública de Santo Antônio do Leverger, unidade que recebe servidores acusados de irregularidades.

 

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