FáBIO GARCIA DEFENDE CONTINUIDADE DE MODELO COM FINANCIAMENTO DE CAMPANHA COM DOAçõES DE EMPRESAS
16.02.2015

 

Fábio Garcia defende continuidade de modelo com financiamento de campanha com doações de empresas
O deputado federal Fábio Garcia (PSB) afirmou ter um posicionamento claro sobre o modelo de financiamento de campanha a ser adotado que deveria ser adotado no projeto de lei da reforma política que vem sendo debatida no Congresso Nacional: misto, como já funciona agora, com a manutenção das doações privadas.

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“Não podemos ter o preconceito de que um deputado vá fazer um mandato tendencioso porque recebeu a doação de uma empresa privada. Vejo que o modelo ideal de financiamento é o misto”, afirmou o parlamentar, em entrevista ao Olhar Direto.

Deputado de primeira mandato, Garcia chegou a Câmara em um momento aonde as discussões por uma reforma política fazem parte do clamor popular por mudança. Contudo, para ele existem discussões mais importantes que o modelo de financiamento a ser adotado.

 “Acho que temos outros temas importantes na discussão da reforma política. Temos o desafio de terminá-la a tempo de ser válida para as próximas eleições. Esse é o grande desafio”, pontuou. “Temos também a questão do abuso da máquina pública. Isso, por si só, já é um tipo de financiamento de campanha. E temos que evitar isso”, emendou.

Durante a própria campanha, Garcia recebeu mais de R$ 3 milhões em doações, tanto de verba privada, quanto pública. A direção distrital do PSB foi um dos maiores financiadores de sua campanha, com doações de mais de R$ 1 milhão, e ele mesmo investiu mais de R$ 696 mil no processo eleitoral. Construtoras e outras empresas privadas completaram a verba utilizada pelo peessebista.

A crítica contra o finânciamento de campanha por empresas privadas é que, após eleger algum político, esses doadores teriam influência sobre seus mandatos. Por sua vez, o político teria suas decisões atreladas ao interesse dos próprios financiadores - grandes conglomerados de diversas áreas - ao invés da necessidade popular.

Poupando projetos

Dando a linha de como deve pautar seu mandato, Fabio Garcia afirmou ser desnecessário apresentar novos projetos de lei antes de estudar os que já correm na Câmara dos Deputados. O motivo, segundo ele, é dar celeridade a pauta daquela Casa de Leis e evitar repetições de matérias.

“Temos muitos projetos tramitando. Uma enormidade. Se conseguirmos votar todos os bons projetos que já estão correndo,já avançaremos muito”, comentou o parlamentar, em entrevista ao Olhar Direto.

Para Garcia, coopera a favor dessa tese o fato de o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), querer acelerar as votações.“Estou com uma ótima impressão do começo dessa legislatura. Temos um presidente (Eduardo Cunha, PMDB-RJ) que quer acelerar as votações”, completou.
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